Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Uma história ainda sem titulo (parte9)

por Elisabete Pereira, em 09.07.18

malcolm-lightbody-678207-unsplash.jpg

Capítulo 9

 

Lucy

 

Tento colocar os sapatos à pressa mas está difícil, nem acredito que adormeci,ainda por cima a Claire nem está  cá para me ajudar, confesso que agora já me custa estar sem ela. Saber que tenho alguém que me ajuda tanto  na escolha do que vestir, do penteado da maquilhagem, etc e que eu não tenho de pensar em nada disso, deixa-me bastante reconfortada, além disso é uma excelente conselheira, mas infelizmente, teve que se ausentar durante a noite para ajudar uma criada do palácio a dar á luz, pelos vistos também é perita nisso, já é costume nessas situações ela ser chamada para auxiliar o médico do palácio, para mim ela é uma verdadeira caixinha de surpresas. Só que isso neste momento não interessa, estou muito atrasada, o meu estômago ronca de fome, mas já não tenho tempo para tomar o pequeno-almoço, corro o mais possível que os sapatos de salto me permitem assim como o raio do vestido que é ligeiramente apertado e me dificulta os movimentos, mas por uma unha negra consigo chegar antes da perceptora Agnes, respiro aliviada por ter conseguido chegar a tempo e vou directa para o meu lugar, várias raparigas conversam sobre trivialidades, ninguém notou a minha aparição repentina e completamente desarrumada. Só quando a aula ia mais adiantada é que percebo a ausência de algumas das raparigas, mas não me atrevo a falar com Violet, por receio de chamar a atenção de forma negativa a perceptora, que já me olha de forma depreciativa sempre que eu levanto o braço para fazer uma pergunta. Mais tarde, durante o almoço pergunto a Violet o que aconteceu:
- Foram embora - respondeu simplesmente - O príncipe chamou cinco raparigas à parte na hora do pequeno almoço e dispensou-as, já agora, o que te aconteceu? Não apareceste no salão de manhã para o pequeno almoço...
- Ah...pois..adormeci- digo enquanto me sirvo de uma fatia de uma espécie de tarte salgada - Mas o principe não perde tempo, não é?!
- Claro - diz Violet sem se alterar- está muito coisa em jogo, ele tem de ser prático. Mas aconteceu uma coisa engraçada, ele falou comigo!

- Como assim? - pergunto ligeiramente esperançosa de que o principe tenha notado a minha ausência, não que isso me faça diferença.

- Ele veio dar-me os parabéns pelo vestido, pelos vistos foi um grande destaque em vários jornais e revistas de Eran.

- Sim, ele é realmente lindo. - digiro a minha frustração enquanto mastigo um pedaço de tarte antes de emendar a minha resposta - O vestido, quero eu dizer.

- Sabes, ele inclusive sugeriu-me uma coisa, leiloar o vestido e doar os lucros a uma instituição de caridade, disse que se fosse necessário o leilão poderia ser feito aqui mesmo no palácio.

- Isso é uma grande ideia!

- Achas? Não sei...ele foi feito á medida para ti...

- Eu não me importo nada que ele seja leiloado, ainda por cima por uma boa causa.

- É um caso a pensar, é que..

Nisto chega à minha beira uma rapariga alta e muito bonita, de cabelos negros e olhos azuis que me atira uma revista para o colo e me diz:
- Parabéns Brown , não perdes tempo!
Fico atonita com a reação dela e pego na revista, quando vejo o título "Jovem de Green Bay conquista a atenção do principe Peter",uma fotografia ilustra o título é da cerimónia de apresentação das selecionadas a noite em que eu estou em destaque no meu vestido de cerimónia feito pela Violet e em que se vê que o príncipe tem os olhos praticamente pregados em mim, o texto sugere que o principe está encantado comigo e praticamente sugere que entre mim e o principe existe algum inicio de romance, aquilo é tão parvo que paro de ler o texto a meio.
- E então?! - digo para a rapariga de olhos azuis - não vejo nada de especial nisto, ele pode simplesmente estar a olhar por educação e a câmara apanhou esse momento.
- Claro, a santa da Brown está a fazer-se desentendida. Queres fazer esse joguinho? Tudo bem, mas fica a saber que ando de olho em ti desde o início.
- Isso é uma ameaça? - pergunto levantando-me da cadeira e encarando-a - Não tenho medo de ti.
- É mais um aviso -diz ela com um sorriso venenoso- Olha para isto como um conselho,aliás, se eu fosse a ti fazia as malas e ia-me embora,porque não tens hipótese neste jogo.
- Agradeço a preocupação, até porque já não és a primeira a dizer-me isso. - digo sorrindo para ela de volta- mas pretendo ficar por cá um bom tempo, além disso não entendo porque perdes tempo comigo, afinal eu não sou concorrência para ti, ou será que não é bem assim?
Ela fulmina-me com o olhar, mas depois vira-me as costas e vai se sentar de volta no seu lugar.
- Alguém está a sentir-se picado. - diz Violet alegremente - A Josie não está a gostar da atenção que estás a receber. 

- Não sabia que a conhecias. - digo voltando a sentar-me no meu lugar- mas a mim parece-me ser uma verdadeira idiota. 

- A Josie Fleetwood?! - pergunta Violet completamente surpreendida - ela é a modelo/atriz mais conhecida do momento em Eran, e dizem que ela tem um feitio...acho que não gosta de ter quem possa ofuscar-lhe o brilho... Inclusive há um boato de que foi ela quem à uns meses empurrou a também modelo e rival dela, Mary Osten por umas escadas abaixo, não a matou, mas arruinou completamente a carreira de Mary que ficou paraplégica. 

- Já vi que é uma espécie de Charlotte numero 2 , bem o problema é dela. - digo encolhendo os ombros - Até porque não ando por cá a competir.
- É, mas se eu fosse a ti levaria a ameaça dela a sério, ela tem fama de não fazer jogo limpo, ao pé dela a Charlotte Hale é um anjo.
Sinto o olhar da tal Josie sobre mim, afiado como duas adagas, mas Violet acaba por roubar toda a minha atenção:
- Deixa ver a revista, quero ver o que escreveram sobre o meu vestido. - diz ela pegando no exemplar que eu havia colocado na mesa - Olha só, o meu nome está aqui! Nem acredito!
- Claro, o teu vestido causou sensação! - digo enquanto a vejo a folhear com entusiasmo a revista, no entanto a sua alegria se desvanece de imediato ao folhear uma das últimas paginas da revista. - O que foi? Algum comentário negativo?
- Mais um ataque dos rebeldes - diz ela com ar pesaroso - desta vez foi na minha região, em Arview. 
- A sério? O que aconteceu?
- Diz aqui que incendiaram uma casa durante a noite, os habitantes da casa não tiveram hipótese e morreram carbonizados, pelos vistos eram um casal que tinha uma padaria e que se recusou a oferecer comida a um grupo de rebeldes, e como vingança, estes atearam fogo na casa deles, o casal tinha três filhos menores...
- Isso é terrível- digo com bastante tristeza - e os culpados foram apanhados?
- Sim, e serão executados dentro de dias.

Sinto de repente um misto de raiva, pena e revolta, á alguns anos os ataques dos rebeldes eram muito frequentes e muito violentos, em Green Bay inclusive houve um ataque particularmente sangrento quando eu tinha apenas 4 anos, morreram várias pessoas inclusive a irmã mais velha da minha mãe, foi uma marca terrivel na nossa região, hoje em dia os ataques são mais esporádicos e mais pacificos, mas esta notícia fez reacender na minha memória o ataque na minha região, lembro de estar escondida em casa com os meus pais e ver pela janela um grupo de rebeldes a desferir tiros a torto e a direito contra civis, vi muita gente cair por terra, os poucos que sobreviviam aos tiros, os rebeldes torturavam-nos até morrerem, sentiam um prazer especial no sofrimento das pessoas, nunca senti tanto medo na vida.

*********

No Domingo seguinte fomos autorizadas a ligar para casa, e por isso disponibilizaram a cada uma de nós um aparelhinho semelhante a um espelho, e depois de nos explicarem o seu funcionamento, eu peguei no meu aparelho e fui para um canto mais afastado do palácio que fosse suficientemente sossegado e ter privacidade para ligar para casa:

- Estou? - oiço a voz da minha mãe do outro lado e sinto um nó na garganta, nunca estive tanto tempo afastada dos meus pais- Quem fala?

- Sou eu mãe. - digo contendo um soluço- A Lucy.

- Lucy!!Meu Deus! - noto que a minha mãe está com uma voz estranha, também deve ser dificil para ela que eu esteja longe - Como estás? Tens te alimentado bem? Aconteceu alguma coisa? Tens aproveitado para estudar? 

- Mãe, estou optima! - respondo revirando os olhos, a mania controladora da minha mãe ás vezes irrita-me - estou no palácio, não poderia estar melhor! Além disso não me esqueci dos estudos, ok?!

- Lucy Brown, não me revires os olhos! - é incrível como até por telefone ela consegue adivinhar que eu reviro os olhos - Sou tua mãe , tenho o direito de preocupar com o teu bem estar! 

- Eu sei mãe, mas está tudo bem comigo, mas e por aí, como vão as coisas contigo, com o pai e com o mano?

- Estamos bem, o teu irmão tem estado bem de saúde, aliás ele hoje foi brincar para o parque com os amigos, além disso tenho uma boa notícia para te dar, o teu pai conseguiu trabalho numa escola da região de Arview.

- Sério?! - dou pequenos pulos de contentamento - É uma excelente noticia! Mas Arview ainda fica bastante longe dai, como o pai se consegue deslocar?

- Ele só vem a casa uma vez por semana, em Arview tem um antigo colega de escola que lhe cedeu o anexo da casa para ele ficar durante o resto da semana.

- E Thomas, e a familia dele?

- A comunidade juntou-se e está a apoiar a família de Thomas enquanto ele está a recuperar no hospital, por isso não te preocupes que eles estão bem amparados. E quanto a Thomas, acreditas que ele está a começar a aprender a ler e a escrever?

- Não! -digo completamente surpreendida- Thomas está a aprender a ler? E a escrever?

- É verdade, e olha que está a progredir muito rapidamente, pediu para que eu lhe ensinasse mal foste embora.

- Eu sempre insisti com ele para que tu ou o pai o ensinassem a ler e escrever e ele sempre recusou a minha ajuda, mesmo dizendo que vocês o ensinariam de graça.

- As coisas são diferentes, ele percebeu que agora precisa de outras ferramentas para ajudar a familia.

- Pois...mas, ele por vezes escusava de ser tão casmurro e aceitar a minha ajuda.

A minha mãe dá uma gargalhada em resposta, o que me deixa um bocado irritada, mas depois recordo o que a minha mãe disse no inicio, o meu pai está em Arview, é a região de onde vem a Violet.

- Mãe, o pai por acaso falou de algum ataque de rebeldes que aconteceu em Arview por estes dias?

- Ataque rebelde? Não, não houve nenhum ataque rebelde, o teu pai disse-me que eram apenas uns miudos que foram apanhados a roubar uma padaria e que acabaram por ser executados no dia seguinte...

- O quê?! Tens a certeza? Eu li numa revista que um grupo de rebeldes incendiou uma casa e que foram punidos por causa disso.

- Hum, mas olha que deve haver aí algum engano, até porque a populção foi obrigada a assistir á execução em praça pública, o teu pai disse que os miúdos não deveriam ter mais de quinze anos, acho que roubaram por absoluta necessidade, em Arview também existe bastante pobreza.

- Deve ter havido um engano qualquer, ou se calhar a Violet enganou-se ao ler a noticia, talvez fosse noutro local... Eu tenho de ir, temos um tempo limitado para ligar para casa, dá um beijinho ao pai e ao mano.

- Beijinhos Lucy, e vê lá se não te metes em sarilhos!

- Eu prometo que me porto bem. Beijinhos.

Desligo a chamada, e fico a pensar porque motivo a revista havia trazido uma noticia contrária ao que aconteceu realmente, ando de um lado para o outro do corredor, sem entender qual o motivo de camuflarem o que aconteceu na realidade, será alguma tentativa de lavagem cerebral para as pessoas se virarem contra os rebeldes? E porque motivo obrigaram a população assistir á execução daqueles miudos? 

- Se continuar nesse ritmo vai acabar por gastar o chão.

Olho sem surpresa para o principe Peter que estava do outro lado do corredor com um ar claramente divertido ao ver a minha figura naquela situação e a falar baixinho.

- Não sabia que tinha público para ver o meu espetáculo.

- Acontece que é por este corredor que vou para o meu escritório, se alguém está aqui a mais é a menina.- entendi a indirecta dele, claramente ele não esqueceu do que eu lhe disse no meu quarto.

- Fique á vontade vossa alteza, eu já estava de saída.

Oiço o riso dele a ecoar no corredor atrás de mim e corro o mais rapido possivel para o meu quarto, este tipo tem a capacidade de me irritar e de me deixar frustrada. Como tenho o resto do dia livre, decido pegar os meus livros de casa para estudar e assim consigo distrair-me o resto do dia, tenho de aproveitar para recuparar o tempo perdido, para que no ano que vem conseguir entrar na universidade.

************

Deixo o livro de matemática avançada e os cadernos  de exercicios na mesa do meu quarto e vou ver se consigo arranjar alguma coisa para petiscar,  já que a hora de jantar passou há muito, dirijo-me as cozinhas, pode ser que eu consiga assaltar algum frigorífico sem ninguém notar, só que a meio do caminho é que me lembro que não sei onde ficam as cozinhas, e segundos depois também me dou conta que me perdi, vou andando por um corredor que parece tão igual a todos os outros, quando noto a silhueta de alguém que está encostado a uma das janelas enormes do corredor, a sua figura é recortada pelo brilho da lua. A pessoa parece completamente alheia á minha presença, mesmo de costas dá para reconhecer o principe Noah, pouco tempo, ele vira-se para mim:

- Não se assuste, os seguranças estão no fundo do corredor, caso me volte a dar mais um dos meus ataques.

- Pois...- digo um pouco insegura, talvez eu devesse dar meia volta e ir embora - bem...então eu acho que vou andando...

- Está com medo de mim? - ele pergunta-me, não em tom de tristeza, mas de curiosidade - Não a posso censurar, afinal eu quase a matei, mas sabe á vezes gosto de poder ter um pouco de liberdade e observar o mundo, nem que seja atrás de uma janela. Mas ainda bem que a encontro aqui, queria pedir-lhe desculpa pelo que lhe fiz á uns dias... - Ele fala comigo de um jeito bastante formal para um miudo da idade dele - Não foi de todo um bom comportamento da minha parte.

- Principe Noah, não tem que pedir desculpa, afinal não o fez de forma consciente.-digo com sinceridade, eu não tenho raiva dele, bem pelo contrário, eu ainda tenho um pouco receio dele, mas consigo perceber a solidão com que ele vive. - É um assunto que já está ultrapassado da minha parte.

- Ainda bem que compreende, a maioria das pessoas que conhece a minha condição não costuma ser propriamente compreensiva em relação a isso.

- Nem a sua familia?

- Nem a minha família, eles olham para mim como alguém... esquisito, excepto Peter, é o meu melhor amigo, para além de ser o melhor irmão do mundo.

- Vocês tem uma grande ligação?

- Claro, inclusive conhecemos os segredos um do outro.

- Isso é impressionante...

- O unico defeito dele, era Charlotte, na minha opinião o facto de ela ter ido embora foi a melhor coisa que lhe aconteceu.

- Ela é era assim tão ruim?

- Era uma peste, mas o Peter gostava dela, embora eu ache que ele nunca a amou verdadeiramente, acho que ele era fascinado por ela, pelo glamour que ela emanava, verdade seja dita ela conseguia cativar, mas era um pouco vazia e artificial, não daria uma boa rainha.

- Vejo que está por dentro daquilo que se requer de uma rainha - digo com uma certa dose de ironia - acho que poderia de vez em quando dar uma ajudinha á perceptora Agnes.

- A perceptora Agnes odeia-me, desde bem pequeno que eu lhe fazia a vida negra, fiz muita asneira com ela, desde colocar rãs na mala dela, uma vez fechei-a nas catacumbas do palácio,não  fui propriamente um aluno exemplar. Ela fugiria logo só de me ver, embora eu agora seja mais maduro.

- Duvido que ela se assuste com tanta facilidade, ela parece um general!

-Isso é só aparência, se começar por lhe oferecer algo que goste, vai ver que ela começa a ser mais amigável, era esse o truque da minha irmã, que era de longe a favorita da perceptora.

- E de que é que ela gosta?

- Lírios, nomeadamente os cor-de-rosa. Existe um canteiro no jardim que tem dessas flores, mas peço-lhe um favor, não divulgue a ninguém disto, supostamente eu não deveria saber destas coisas.

- Fica combinado. - respondo com um sorriso.- É um segredo só nosso.

- Lucy, posso pedir-lhe outro favor? -ele aproxima-se de mim com ar mais sério.

- Claro.

- Não seja tão dura para com o meu irmão Peter, ele é muito boa pessoa e não merece ser visto como um vilão, além disso não é facil para ninguém enterrar um amor e conseguir voltar a apaixonar-se em tão pouco tempo, e isso por vezes leva a ideias erradas sobre ele.

- Eu não sei o que o seu irmão lhe disse sobre mim, mas acho que não devia preocupar-se com a minha opinião, existem outras raparigas por cá, com certeza haverá quem o tenha em grande conta, eu sou irrelevante.

- Não é verdade, a sua opinião de alguma forma é de grande importância para ele, acredite, pelo menos considere a hipótese de ser mais cordial com ele. É muito provável que você seja aquilo que ele tem de mais próximo de um amigo fora do círculo familiar.

Eu não lhe respondo, aquilo que ele me diz acerta-me em cheio e deixa-me sem reação, fico desconcertada por saber que o principe Peter me considera como uma amiga.

- Gosta de xadrez?  - pergunta-me o principe Noah

- Bem.... eu nunca joguei, por isso não sei lhe sei dizer.

- Gostava de aprender a jogar comigo?

-Talvez...- fiquei intrigada por aquele convite tão inusitado, mas aceito o desafio.- Se o principe não se importar de me ensinar, eu aceito o seu convite. 

- Então está combinado, um dia destes vou convida-la a jogar xadrez comigo, vai ver que é bastante divertido,  tenho a certeza de que vai gostar.

Com um sorriso no rosto ele aproxima-se mais de mim, pega delicadamente na minha mão direita e dá um beijo na minha mão. 

- Uma boa noite gentil dama. - diz ele por fim.

- Boa noite principe...- mas ele interrompe-me a frase.

- Apenas Noah, o titulo de principe é demasiado formal. Posso chamar-lhe apenas Lucy?

- Sim, pode. Boa noite Noah.

- Boa noite Lucy.

Os seguranças praticamente se materializam ao lado dele, e escoltam-no novamente até aos seus aposentos. Eu ainda fico ali mais um pouco observando a mão que ele beijou, é um pequeno cavalheiro sem dúvida, porque é que o irmão dele não é assim?

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:07



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D