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Uma história ainda sem título (parte 2)

por Elisabete Pereira, em 28.02.18

 

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 Quando Lucy e Charlotte se encontraram , naquele momento, eu pensei que iria haver confronto entre ambas, são duas raparigas de génio forte, mas distintas,era como se ambas medissem forças uma com a outra, como se instintamente soubessem que viriam a ser rivais uma da outra.

A Lucy é uma rapariga que apesar de reservada e um pouco desconfiada, decidiu também contar a sua história, e claro eu aceitei ouvi-la. 

 

 

                            Capítulo dois

                                                Lucy

 

O Verão é uma altura bonita em Green Bay, uma antiga zona balnear de familias aristrocatas e onde um importante porto recebia mercadorias de todo mundo e daí iam de comboio para todos os cantos do reino, no entanto a construção do aeroporto na capital, fez com que a maioria da mercadoria fosse desviada para aí,  e com isso a cidade foi perdendo cada vez mais importância e turistas ,hoje em dia é habitada sobretudo por idosos e pescadores, dos tempos de opolência sobraram os antigos chalés imponentes e que agora ameaçam ruir, e a antiga estação de comboio que conserva as suas magnificas pinturas no tecto, que representavam tempos antigos, e hoje são apenas memórias de tinta. Os meus passos deixam um rasto na areia molhada enquanto as ondas banham os meus pés descalços, decido seguir a linha da praia até chegar ao fim da vila, aí sigo um atalho que vai até á floresta que fica fora da estrada principal, volto a calçar os meus sapatos, não é longe mas prefiro evitar magoar os pés,vou directa a casa de Mcray, suspiro fundo, tenho que mandar o meu orgulho para trás, e faltar a uma promessa que fiz a mim mesma há um tempo, mas por um amigo sou capaz de qualquer coisa. A vida corre devagar por cá, não há muito para fazer nesta pequena vila, há poucos empregos, e é quase um milagre os meus pais terem trabalho, já que a maior parte da população é analfabeta, tal como Thomas, meu amigo de infância (e que agora vai ser enviado para a morte) os meus pais são professores, e acaba por ser complicado ter dinheiro ao fim do mês, a nossa sorte é não termos que pagar casa, porque vivemos no antigo chalé de veraneio dos antepassados da minha mãe, eles eram de pequenos industriais de uma fábrica de conservas que acabou por falir, e por isso o dinheiro já não chegou a nós. Desde miuda que lidei com dificuldades económicas, e embora não me orgulhe disso tive de várias vezes recorrer a Mcray, um velho contrabandista da zona, já fui um dos seus "pardais", (ele usa crianças para fazerem diversos "trabalhos" pouco legais, um sistema perfeito já que ninguém desconfia de crianças aparentemente inocentes, a comunicação entre os "pardais" é feita através de assobios numa linguagem complexa e dificil de decifrar.)

Mal dobro a esquina e já o vejo no quintal com a sua inconfundivel cadeira de rodas de volta do que parece uma televisão, não demora muito para ele me ver exclamando:

-Não pensei voltar a ver o teu traseiro magro por aqui Brown!!- o ar zombeteiro surgindo no seu rosto- Ou devo dizer, a futura sua majestade!!

-Cala a boca Mcray!-  resmunguei - Não sou futura rainha, se fosse, há muito que estavas preso, na verdade vim cobrar um favor.

-Hum, o que vem daí Brown?Alguma coisa para o teu irmão?

-Não, Eric está bem, felizmente...na verdade é para Thomas...ele foi recrutado, vai para a frente da batalha - quase falho a voz, quando me lembro que aquilo é a morte certa para o meu amigo, raro é o soldado que sai de lá incólume, a batalha entre os reinos vizinhos, Vemion e Táris, é algo completamente bárbaro, ele não vai sobreviver aos três anos de recruta obrigatória lá.- eu queria que através dos teus contactos fosse possível mudá-lo de posto, sei lá, como guarda no palácio ou mesmo noutra região de Eran...

-Queres que mexa os cordelinhos para ajudar o teu namorado, é isso?

-Ele não é meu namorado, mas sim eu quero que o ajudes.

-Sem efeito miúda, nem pensar!

-Quê? Como podes fazer isto a mim, eu já livrei a tua pele várias vezes!

-Não se trata de não te querer ajudar , mas há demasiadas coisas em jogo aqui, não posso fazer nada por ti mesmo que quisesse, lamento.

Nisto ele vira costas para mim, e segue para o interior de casa, mas dizendo antes:

-Mas posso oferecer-te uma caneca de chá...se quiseres claro!

Entendi a deixa e entrei atrás dele, é incrivel como ele se movimenta de cadeira de rodas dentro daquela casa atafulhada de quinquilharia

-Tens de contratar uma empregada para te limpar a casa! -digo enquanto afasto uma bicicleta ferrugenta para me sentar na cadeira ao lado da mesa da cozinha-Isto não sao modos de se receber visitas.

-Fica registado, para a próxima vez que voltares, a casa estará a brilhar!!- respondeu ele a rir enquanto pegava em duas canecas do lava loiça e de seguida na chaleira que estava no fogão -não quero fazer má figura.

-Não haverá próxima vez Mcray- digo enquanto pego na caneca com o chá a fumegar lá dentro-Eu afirmei que não voltaria cá, só o fiz agora porque o caso é de estrema urgência.

-Estás a arriscar demasiado em vir cá Brown! - respondeu ele com ar sério e visivelmente preocupado - És demasiado popular neste momento para te expores assim, há demasiados intrusos por aí....

-Que queres dizer com isso?

-Não reparaste ainda que desde que o teu nome apareceu no sorteio, que tens pessoas a vigiar-te? Um passo em falso e ficas fora. Além disso é mau para o negócio, não gosto de intrometidos por aí a meterem-se nos meus "assuntos".

-É por isso que não queres ajudar? Não pensei que fosses tão mesquinho...

-Não te posso prometer nada, nem os meus contactos chegam tão longe...mas tenho um antigo amigo e colega que combateu comigo, é um antigo coronel, pode ser que ele consiga ter alguma influência, mas não prometo nada.

-Para mim isso já conta muito -sinto o meu coração mais leve, levanto-me para ir em embora mas antes detenho-me na porta e viro -me para ele - obrigado pelo chá...e obrigado por tudo.

-Só o faço para ficarmos quites, não gosto de dever favores.

-Certo- digo num aceno de despedida- a gente vê-se por aí.

-Cuida-te, e vê lá se ganhas a coroa, precisamos de uma rainha com fibra.

 

                                                   ***********************************

 Digo a Thomas sobre as novidades, mas ele não fica muito entusiasmado, bem pelo contrário.

-Ele não te prometeu nada Lucy -disse enquanto arrumava as redes de pesca no barracão ao lado da casa dele, estava a anoitecer e daí a poucas horas ele iria novamente para o mar-  não te entusiasmes á toa.

-Mas é sempre alguma coisa a que nos podemos agarrar...

-Nos podemos agarrar? Sou eu que vou para lá, não tu, aliás eu nem te pedi nada, já me mentalizei do que me vai acontecer...

-Ainda estás zangado por ter me inscrito no sorteio? Ao fim deste tempo todo? Já passou quase um mês!

-Mas não disseste nada a ninguém, principalmente a mim!

-Porquê principalmente a ti?

-Porque...porque..- ele parece embaraçado com alguma coisa- não interessa, fiquei magoado e é isso que interessa.

Reviro os olhos para Thomas, como pode ele zangar-se comigo por um motivo tão parvo, ele sabe perfeitamente o meu feitio, e obviamente não vou dar satisfações da minha vida a ninguém, nem devia ficar zangado com isto, até porque a minha decisão não o deveria afectar, ele sabe que eu fiz isto pelo meu irmão, pela minha familia, como meu melhor amigo devia apoiar-me e não criticar o que eu fiz. Para minha surpresa ele pega na minha mão e diz numa voz quase sumida

-Não tens de te sacrificar por toda a gente, podes desistir dessa ideia de querer ser princesa, e eu deixo a recruta ,podemos os dois fugir e conseguir um emprego fora e assim ajudar as nossas familias e...

-Estás doido?! - largo a minha mão da dele de imediato- Já ouviste o que estás a dizer? Isso não faz sentido nenhum!

-Desculpa. -respondeu ele cabisbaixo- Falei sem pensar...

-Já vi que isto não vai a lugar nenhum, é melhor eu ir para casa - e viro costas para ele sem me despedir.

-Lucy!! - gritou ele enquanto me afasto, mas não me viro, estou demasiado chateada com para lhe responder- Lucy, desculpa!!

 

                                                       *******************************

 A notícia chegou rapidamente no dia seguinte, o barco do pai de Thomas apanhou uma tempestade em alto mar, e praticamente se desfez em mil pedaços de madeira que davam agora á costa na areia da praia, eu estava aflita pela falta de novidades do meu amigo, ninguém sabia se havia sobreviventes, uma multidão juntara-se na praia enquanto outros barcos faziam buscas no mar, aos poucos foram juntando os corpos que resgataram do mar, o momento de maior comoção foi quando resgataram o corpo do pai de Thomas e o depositaram na areia seca da praia ao lado dos outros, foi horrivel ver a mãe de Thomas chorar aos prantos debruçada sobre o corpo do marido, tive de me segurar para não chorar também. Era quase fim do dia quando encontraram Thomas e mais dois pescadores, que sobreviveram agarrados a uma tábua do barco, eu corri até eles, mas o meu amigo estava inconsciente naquele momento, para alem dos arranhões e da roupa rasgada, uma das pernas apresentava um corte enorme,parecia tão frágil, temi pela vida dele naquele momento. Dias depois pude visita-lo ao hospital, mas o seu humor não era dos melhores, tinha recebido há pouco o diagnóstico de que nunca iria recuperar totalmente da perna.

- A minha vida acabou - disse ele sem olhar para mim- sou um inválido, um imprestável!

-Isso não é verdade- respondi com veemência - podes fazer outras coisas.

-Que coisas? Eu não sei ler, só tinha este oficio, e agora nem isso posso fazer- num resmungo acrescentou - pelo menos livrei-me da recruta, a carta chegou ontem a dispensarem-me do serviço militar.

 Não consegui responder, e ficamos em silêncio um bom tempo, até que tomei a iniciativa:

-Desculpa,não te devia ter virado costas- um soluço quase me fez chorar- fui uma idiota.

-Não tens que pedir desculpa, até porque é por tua causa que eu ainda estou aqui, quando aquela onda enorme varreu o barco e me atirou para fora dele,o meu único pensamento eras tu, eu precisava de me agarrar á vida porque não podia morrer antes de fazermos as pazes- nisto ele limpa uma lágrima que me caía pelo rosto, nem tinha notado que estava a chorar- Mas agora não vale a pena falar mais disso, o que importa é que agora estamos aqui os dois e vamos por uma pedra no assunto.

-Sim- respondi com um meio sorriso- A nossa amizade é muito mais importante do que qualquer briga parva.

-É mesmo- de repente ele endireita-se na cama do hospital e encara-me nos olhos com ar sério- Quando é que partes?

-Amanhã...- desvio o meu rosto e encaro a janela ao lado da cama dele - eu queria ter vindo mais cedo, mas não deixavam que tu recebesses visitas enquanto não ficasses estável o suficiente.

-Entendo. Eu sei que o que eu disse sobre isso te magoou, e embora eu ainda pense o mesmo, eu vou estar aqui para o que der e vier - voltei a encara-lo e ele deu-me um sorriso - mesmo que as coisas não corram bem podes sempre contar comigo.

-Obrigado, isso é muito importante para mim - nisto vejo que ele pega num embrulho em papel pardo e entrega-mo- O que é isto?

-Abre, considera um presente de despedida e de boa sorte. Eu sei que é um pouco errado, mas quando a Vicky me trouxe isso, percebi que era o presente ideal para ti.

-Ela roubou isto da biblioteca? - Vicky é a irmã mais nova de Thomas, e a que dá mais problemas, mesmo com 6 anos dá para perceber que Thomas vai ter muito trabalho com ela,( desconfio que ela trabalha para Mcray, mas não quero preocupar o meu amigo com isso) o livro que tirei do embrulho era o meu favorito, trazia o carimbo inconfundível da biblioteca da vila,mas mesmo assim, como é que aquela pestinha sabia que eu gostava daquele livro? - eu não deveria aceitar um livro roubado...mas se ninguem disser nada sobre isto, é como se o assunto morresse por aqui.

-combinado- responde ele- Boa sorte.

-Obrigada -digo abraçando-o - Prometo ligar sempre que possivel, para saber da tua recuperação.

 

                                                            ************************

 Vejo aquela rapariga loira a entrar no automóvel e fico encarando um bom bocado até o carro desaparecer da minha vista, se não tivessemos sido interrompidas por aquele homem, ela teria ouvido umas quantas, quem ela se julga? É a rainha do planeta por acaso? Estes tipos riquinhos pensam que são melhores do que os outros só porque nasceram em berço de ouro, deve ser mais uma dequelas pessoas que gravitam em torno da familia real e acha que isto tudo lhes pertence, provavelmente irá passar a temporada de Verão na sua quinta de luxo algures, a imaginar a quantidade de malas que levava consigo.

-Bem, isso é que foi dar um baile á Charlotte Hale, os meus parabéns! - diz uma rapariga baixinha aproximando-se de mim.

-Quem?- pergunto-lhe algo surpreendida, o nome que ela citou não me era estranho, mas não me recordava onde já tinha ouvido falar dele.

-A ex-futura princesa disto tudo- diz ela acompanhando com um gesto dos braços- olha que não é qualquer um que a consegue enfrentar e sair ileso, dizem que ela é terrível com os criados.

-Ah,não admira que ela estivesse com aquele mau humor- respondo-lhe- perder de repente o posto para uma de nós, não deve ser fácil de engolir.

-Bem, mas a culpa não foi propriamente dela. O pai é que tentou matar o rei. Enfim mas agora isso não interessa- e virando-se para mim diz- o meu nome é Violet Harris, e o teu?

-Lucy Brown- digo enquanto subimos a escadaria em direcção ao palácio, observo a sua fachada imponente e de repente sinto-me pequenina- Este lugar é impressionante!

-Isto é apenas o palácio de Verão, devias ver o palácio oficial,é praticamente o dobro deste- diz ela como se isso fosse a coisa mais natural do mundo, talvez o fosse para ela, e parecendo que adivinhava os meus pensamentos completa- já fui várias vezes com os meus pais ao palácio oficial, eles são costureiros bastante conhecidos, e já fizeram vários trajes de cerimónia para a rainha.

-Então conheces o principe?-pergunto

-Não, a verdade é que nessas ocasiões só vi a rainha- e depois acrescentou em voz baixa- são um bocado esquisitos.

-Como assim?

-Têm uma certa panca com a privacidade, não gostam de aparecer, tem de ser tudo programado com antecedência, até uma simples prova de vestido é uma dor de cabeça, a minha mãe numa ocasião teve de lá passar uma semana por causa de um vestido de cerimónia para a rainha, e dessa vez nem eu a pude acompanhar, a minha mãe só pode fazer ajustes do vestido na rainha uma única vez, o resto ela acabou por usar um manequim com medidas semelhantes ás da rainha, e nem dessa vez ela viu algum outro membro da familia real, são muito restritos.

-Pelos vistos até têm os seus motivos- digo encolhendo os ombro- Olha o que aconteceu ao rei.

-Certo, mas ainda assim são um bocado estranhos para mim, é como se guardassem um segredo.

-Olha lá, mas se os achas tão estranhos porque te candidataste a princesa?

-Na verdade o meu motivo é outro- nisto os seu olhos adquirem um novo brilho- eu quero fazer o vestido de noiva da princesa, eu também faço costura, mas vivo á sombra dos meus pais, e com um projecto destes a minha carreira iria descolar.

-E como pretendes fazer isso?- digo dando uma risada- vais dar cartões de visita a todas as candidatas?

-Não, muito melhor- e dito isto pegou na enorme bolsa que trazia a tiracolo e tirou uma mini maquina de costura lá dentro- vou usar isto e mostrar a qualidade dos vestidos que faço.

-Vais fazer vestidos para todas?- pergunto incrédula- é impossível, vais morrer de exaustão.

-Não, vou usar uma delas como modelo, aliás já sei até quem vou usar como modelo. Tu.

-Eu!? Mas porquê?

-Tens as medidas certas para modelo, alem disso, convenhamos que estás a precisar da minha ajuda, com esse vestido do século passado não vais cativar o princípe.

-E quem te disse que o quero fazer?- pergunto em tom de desafio,ok o meu vestido não era dos melhores, pertenceu a Heather, a irmã mais velha de Thomas que quando casou deixou várias roupas em casa dos pais, como eu nunca usei vestidos, e precisava segundo a minha mãe "parecer uma senhora" foi a solução arranjada á última da hora, mas pior mesmo foi a parte da maquilhagem, não entendo como as mulheres se sujeitam a isso. - Por acaso tenho cara de quem quer saltar para o colo do príncipe?

-Porque me parece que estás aqui por outro motivo,eu sou muito observadora e já reparei que não és como as outras que concorreram para estar aqui, uma rapariga como tu não perde tempo a andar atrás de príncipes, a não ser que tenha um motivo forte, estou certa ou não? No entanto precisas de continuar mais tempo por cá, e para isso tens de te esforçar mais para seres notada, e só vais conseguir isso com a minha ajuda. Aceitas ou não?

Eu encaro o chão antes de lhe responder e cerro os punhos,Eric precisa que eu continue aqui, os seus tratamentos são caros demais para os meus pais, a minha mãe quase teve um ataque quando desisti da bolsa para a universidade para me candidatar a princesa, aqui ganho o suficiente para pagar os tratamentos do meu irmão mais novo, mas para isso tenho de ficar o máximo de tempo possível, mas ainda assim é humilhante admitir que ela tem razão, não tenho nenhum glamour,não sou de famílias influentes, e por isso sei que sozinha não duro nem uma semana aqui.

-Bem, digamos que eu aceito a tua proposta-encaro o seu olhar triunfante- não estou a dizer que aceito, mas...posso pelo menos dar uma ideia do que quero usar? Não quero parecer um espanador.

-Claro, sou uma profissional- respondeu ela colocaando a mão no peito- é certo que nos vão dar vestidos novos, mas eles não tem aquele tchanam, aquele brilho como os que eu costuro.

-Porque não usas tu os vestidos?

-Já te disse, eu não quero impressionar o principe....

-E eu quero?!

Ela revira os olhos e diz:

-Se não queres, eu posso arranjar outra modelo.

-Eu só faço isso por causa do meu irmão que precisa do dinheiro para os tratamentos, mas apenas por causa disso!

Ela pega na minha mão e diz:

-Temos acordo então? - limito a acenar com a cabeça -Parece que isto vai ser o inicio de uma grande amizade!

 

 

 

 

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