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The book of stories

The book of stories

12.07.18

A Alegoria de quatro irmãs

Elisabete Pereira
Numa dança equilibrada sobre os meses do ano,  quatro irmãs dirigem as suas diferentes funções com muito encanto.  Todas elas diferentes entre si, mas inseparáveis entanto.  Desfilam cada uma por sua vez, cada uma com grande graciosidade.      Em primeiro chega a Primavera, criando por onde passa belas flores,  e é acompanhada e por pássaros de várias cores.  A vida brota das suas mãos numa dança de luz e côr Coloca em tudo o que faz muito empenho e amor               A seguir chega Verão,
22.05.18

Balada da sociedade pastilha elástica

Elisabete Pereira
Lá vêm eles em barda A multidão surge esfomeada Uma das mãos no volante, a outra no smartphone Não interessa o que a comida é, fatura!? Sim senhor, é logo para tirar Alguns deles lá vêm com a nota a acenar. Nem olham para quem os atende, não interessa, tem que dar um like no video do cone.   Chegam com pedidos algo inusitados, sem molho!! Bem assado!! Batata estaladiça e a ferver!! Mas nem fazem noção do que comem, e dizem "quero aquela coisa verde que aí fazem" Recebem a (...)
11.05.18

A Diva dos saquinhos

Elisabete Pereira
Existe por estas bandas uma figura fora do normal Adora ficar no seu canto a dobrar saquinhos Com voz de galinha a beber elixir matinal Demonstrando falso ar bonzinho.   A criatura de aspecto exótico, tem estranha condição  Sempre que diz uma mentira, cai um dente ao chão Também faz uma boa figura de imitação Sempre que dás um passo, ela dá três (só por diversão?Não).   Porque para ela, tudo é competição Se tu fazes alguma coisa, ela faz igual...mas mal Tu és vista (...)
21.03.18

Um País que chora sobre uma bandeira de sangue

Elisabete Pereira
Do outro lado do mar Um País irmão é novamente abalado Tiros se ouvem de fundo... ...e mais alguém foi silenciado!!   Mais uma vítima de invisível gangue Na selva urbana da cidade maravilhosa É mais um que cai! Num imenso banho de sangue!!     Perseguem os justos, os que denunciam Aqueles que não se calam, aqueles que gritam De forma vil e cobarde se escondem nas sombras Para ceifarem as vidas das suas vitimas   É um País que chora e que de luto se veste Está a ferro e fogo (...)
20.03.18

É Primavera!! Ou quase.

Elisabete Pereira
Oiço os pássaros a chilrear  Vejo as flores desabrochar Por todo lado as árvores têm folhas a despontar É a Primavera a chegar!!!   As andorinhas já regressaram de terras distantes Como nómadas viajantes. Mas...   ...o tempo anda ao contrário Os montes ainda têm neve E está um frio do catano!!!   Ninguém diria que hoje começa a Primavera Com as coisas desta maneira Como se connosco brincasse Até das minhas alergias já sinto saudade!   Se alguém por aí a vir, que lhe (...)
18.03.18

Rosa negra em campo selvagem

Elisabete Pereira
Com coragem invulgar, ergues a tua bandeira Denuncias o que está errado, e lutas á tua maneira O teu objectivo é melhorar a vida dos que te rodeiam Ser uma voz contra a maré.   Mas um dia decidiram calar-te para sempre Ceifaram a tua vida precocemente Aqueles que deveriam proteger Viraram-se contra ti friamente E sem arrependimento contra ti dispararam   A tua luta nunca será esquecida  Os teus objectivos nunca serão ignorados Porque novas bandeiras se levantam Porque unidas (...)
17.03.18

Borboleta numa cadeira de rodas

Elisabete Pereira
De alma frágil e gentil, surge na multidão deslizando numa cadeira de rodas de forma subtil Tal singela figura, passa despercebida por toda a população  Ninguém repara na sua graciosidade mesmo naquela condição.    Nisto, ela vem ter comigo, sou tocada pelo seu brilhar Ela pergunta quase num sussurro se eu a posso ajudar Ajudo-a como posso com o meu jeito desajeitado Ela sorri do meu pedido de desculpa atrapalhado.   No final coloca uma moeda na minha mão como pagamento Como (...)
10.03.18

Um anjo especial

Elisabete Pereira
  De porte imponente no jardim da grande cidade ergue-se bela figura tornada realidade Suas asas de ouro refletem a luz com intensidade Na mão direita, segura uma espada com joias cravejadas, na esquerda duas estrelas de latão em dourado pintadas Mas um dia grande tempestade se abateu E a bela estátua em milhares de pedaços se converteu. Foi grande a tristeza, mas rapidamente a dor desapareceu. Com o passar dos anos o povo esqueceu Que uma bela estátua, ali permaneceu. Num dia (...)
22.02.18

Amor de vidro

Elisabete Pereira
Quando sinto o vento no meu rosto, lembro das tuas palavras De como envolviam a minha alma, de como aqueciam o meu coração  Como frágil vidro, um dia se partiu no chão  Deixando os estilhaços espalhados por aí, não sobrando mais nada.   Fragmentos se alojaram na minha alma O teu falso amor me infectou Deixou um vazio que no meu coração se alojou Um frio de alguém que já não ama Mas que apenas sobrevive mais um dia que passa.   Um dia espero que encontres alguém  Que a (...)
21.02.18

Dançando sob o abismo

Elisabete Pereira
  ...um,dois,três,e eis que a bailarina surge resplandecente. Com o seu vestido tecido de estrelas, ela sorri suavemente. E de repente sob a trave que atravessa o abismo, dança graciosamente. A multidão capta a sua performance surpreendente.   ...mas já alguém parou para pensar nela? Ninguém pensa no sofrimento por detrás de sua dança bela. Ninguém compreende a dor escondida por ela...   E por fim...a sua dança termina. E ela desaparece pela cortina... O seu rasto desaparece (...)