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Eu já tive necessidade por diversas vezes de precisar de usar serviços de táxi, e a verdade é que até hoje sempre fui muito bem tratada, nunca tive razão de queixa, aliás, por vezes até se desenvolve uma amena cavaqueira, e eu que sou um pouco curiosa, gosto de lhes fazer perguntas sobre o trabalho de taxista (sou um pouco chata), e chego a ouvir histórias tiradas de autênticos filmes, desde a tentativas de assaltos, a fugas de clientes sem pagarem; uma das mais espetaculares foi sem dúvida o relato de um taxista que disse que durante uma viagem de Braga até á Povoa do Varzim teve uma arma apontada a ele por um cliente e este dizendo, "nem uma palavra!" não sei como ele conseguiu ter o sangue frio de conduzir e levar esse cliente até ao destino, porque eu acho que se fosse comigo, no minimo iria entrar em pânico.

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Depois há quem tenha histórias de vida bastante interessantes de serem ouvidas, como o caso de um taxista que foi dono de um restaurante (e do qual ele adorava)e que a dada altura as voltas da vida obrigaram a abdicar desse projecto, a esposa havia sido dagnosticada com cancro, e logo aí ele decidiu arrendar o espaço e ser taxista, trabalhava á noite, e durante o dia estava com a familia, infelizmente o cancro acabou por lhe levar a esposa, mas não lhe levou a vontade de lutar e seguir com a sua vida, durante todo o discurso nunca o ouvi a falar de ressentimento ou amargura, bem pelo contrário, apesar de ter ficado com dois filhos menores a seu cargo na altura em que a esposa morreu, nunca baixou os braços e continuou como taxista, e ainda tem o sonho de voltar ao restaurante, segundo diz, se algum dia voltar a encontar uma companheira e que o apoie, que voltará ao restaurante, que o futuro nunca se sabe, mas por agora é feliz como taxista, porque lhe permite estar mais tempo com os filhos.

Quando vemos os característicos carros verdes e pretos a circular pelas estradas, não fazemos ideia das histórias que estão por detrás de quem os conduz, muitas vezes nem reparamos neles, estamos com o olhar tão amarrado ao telemóvel, que nem sabemos as peripécias, as alegrias e tristezas que eles passaram ao volante de um táxi, mas que são verdadeiros enredos, dignos de qualquer novela, ou livro.

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publicado às 17:37


1 comentário

De antiego a 26.05.2018 às 18:31

Sem dúvida, como de qualquer pessoa por quem passamos na rua.

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