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The book of stories

The book of stories

Qui | 18.07.19

O mundo é uma enorme fralda, ou o dia em que fui parar a um estranho grupo de facebook

Elisabete Pereira

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Eu adoro desenhar, desde que me lembro que sempre fui desenhando (até em terra e areia), e embora não tenha nenhuma formação específica em desenho, até acho que nem desenho muito mal (além disso gosto de ir aperfeiçoando a minha técnica, vendo tutoriais em video ou pesquisando na internet). Bem, há cerca de um ano atrás tive necessidade de obter um rendimento extra e por isso inscrevi-me num grupo de emprego no facebook, criei um anúncio por lá e é certo que tive algumas propostas para ganhar um extra (mas era essencialmente vendas de produtos cosméticos e afins), até que alguém me propôs fazer uma espécie de Banda Desenhada para um grupo do qual ele fazia parte, no entanto seria de graça, acabei por aceitar porque era uma boa oportunidade para mim para ganhar experiência e criar um portfólio, e a partir daí ter novas oportunidades de trabalho no género. Essa pessoa então adicionou-me ao grupo em questão, e até aí tudo bem, durante uns dias nada aconteceu, até que começo a receber notificações por parte do messenger do facebook, e vejo que vem desse tal grupo, juro que nada me preparou para aquilo que iria ver em seguida...percebi que tinha ido parar num grupo de pessoas adultas que gostam de usar fraldas, e até tudo bem, afinal cada um faz o que quer na vida, desde que não prejudique ninguém, o problema é que não consigo "desver" aquelas fotos, e que até hoje povoam os meus pesadelos, e claro percebi na hora que tipo de ilustrações a pessoa queria que eu fizesse e pensei que não iria ser se calhar uma boa ideia começar a criar um portfólio sobre tal tema, e por isso, cobardemente saí desse grupo de forma discreta. A pessoa que me convidou para o tal grupo ainda esteve uns tempos a tentar ver se me convencia, mas fui inventando desculpas, até que mais tarde lhe disse que não iria fazer a tal banda desenhada. Hoje quando penso nisso dá-me muita vontade de rir por causa do lado caricato, mas naquela época pensei para os meus botões que nunca iria falar disto a ninguém, tal a vergonha que senti do género " é óbvio que este tipo de coisas só me acontecem a mim!".

Mas pronto, como diz o outro "vou juntando todo o estrume, e um dia uso para estrumar o meu jardim...ou então escrevo um post no blogue".

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