Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




E de repente, quase nos 30

por Elisabete Pereira, em 30.03.18

artflow_201803301742.png

 

No dia 30 de Março de 1989 nasceu esta menina que escreve neste blogue, e friso a palavra "menina", pois ainda estou nos vintes, e por isso me considero ainda uma miuda,mas para o ano não, porque já entrarei nos trinta e aí serei oficialmente uma "velha solteirona", e a minha vida acaba basicamente. Lembro-me de que quando tinha 15 anos de ter visto o filme "De repente já nos 30" em que a personagem principal do filme de início está com 15 anos e de repente acorda com 30 anos, lembro de na altura adorar o filme, hoje já nem tanto, porque o tempo realmente  passa a correr e é muito triste ver a juventude se esvair no ralo da vida, até porque ainda me sinto uma miuda de 15 anos. Pronto, vou deixar de ser exagerada, sim, eu sei perfeitamente que ainda sou muito nova e que tenho muito pela frente para viver, mas é mais o que a sociedade vê em relação ás mulheres com trinta (ou próximo dessa idade) que não são casadas e não têm filhos, quantas vezes não ouvi  "quando arranjas namorado?" , ou "com a tua idade já tinha um filho e vinha o segundo a caminho", enfim coisas muito meiguinhas de ouvir, e isto leva muitas vezes, mulheres como eu a pensar "o que eu tenho de errado?", e na verdade não há nada de errado, cada um é como é e ninguém tem nada a ver com as nossas escolhas (desde que a pessoa seja maior de idade e não prejudique terceiros). Com tudo isto posso tirar algumas conclusões, que não me casarei antes dos trinta (shame!!!), e que muito provavelmente também não terei filhos antes dos trinta, pode ser que no emprego ainda me safe.

Claro que também tive a sorte de a minha família não se importar muito com isso, (a minha mãe nunca foi daquelas que me impingiu para fazer um enxoval, graças a Deus) embora de vez em quando eu sinta pequenas alfinetadas em alguns comentários que fazem, mas honestamente não me incomodam, até levo isso na desportiva. Um dos motivos de não gostar do facebook (lamento Zuckerberg, mas não sou grande fã da tua invenção, embora por vezes até possa ser útil ) é o facto de aquilo ser um autêntico esfregar de sal nas feridas, quando vemos por exemplo antigos colegas de escola a mostrar ali as suas "vidas perfeitas" casados e com filhos, e nós vamos mostrar o quê, a foto do nosso gato com um olhar de que nos vai matar assim que virarmos costas? Pois, haverá sempre comparação, é mais forte do que nós como seres humanos, e no fim sairemos deprimidos porque não temos nada perfeito para mostrar. Se me arrependo das escolhas que fiz? Não, nem um pouco, essas experiências, boas ou más, são aquilo que nos tornam únicos, e o futuro nunca se sabe, se o principe encantado um dia chegar de cavalo branco, roubo-lhe o cavalo e vou pelo mundo fora!!

Portanto, parabéns para mim, e por me ter conseguido aturar a mim própria mais um ano, e que o próximo seja ainda melhor...e etc e coiso.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:41


2 comentários

De antiego a 26.05.2018 às 18:38

Já estou a ficar com um pó ao facebook! Nem sabia que tinha tanta inveja dentro de mim. Toda a gente tem mais amigos que eu, recebe mais comentários, mais likes, fotos mais felizes que eu. Até toda a gente corre mais que eu!
Após uns anos, voltei aos blogs. Na esperança de ver mais miséria.

De Elisabete Pereira a 27.05.2018 às 00:39

Ah...a inveja, esse sentimento tão injustamente renegado, a inveja pode ser uma coisa boa, se for bem canalizada. Somos humanos, é normal que esse sentimento por vezes possa surgir, temos é de saber usar isso em nosso benefício, melhorar a nossa vida é um exemplo disso, se fulano é melhor do que eu, então eu vou fazer de tudo para melhorar a minha vida também...mas o facebook por vezes pode ser bastante cruel, é um facto.

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D