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The book of stories

Um blogue que é o meu reflexo, e onde, as pequenas e grandes histórias têm lugar

The book of stories

Um blogue que é o meu reflexo, e onde, as pequenas e grandes histórias têm lugar

Qui | 28.02.19

Já trabalhei em vendas porta-a-porta, e sobrevivi à experiência

Elisabete Pereira

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Não é algo que me orgulhe, mas é verdade, ainda por cima, porque fui lá parar por engano. Se eu viajar mais no tempo, irei chegar inclusive, quando aos 19 anos trabalhei 3 meses em telemarketing, e foi uma experiência e tanto. Eu era muito novinha, e não tinha a mínima noção do que era o mercado de trabalho (ainda hoje não sou muito experiente no assunto, mas tenho mais um pouco de conhecimento do que à 10 anos), e por isso posso dizer que na altura me enfiaram o barrete, e eu caí que nem um patinho, resultado, trabalhei um tempo sem receber o devido valor monetário, mas nem tudo foi mau, os meus colegas eram bastante simpáticos, de vez em quando tinha a sorte de ligar para alguém simpático...o problema era a garagem em que trabalhávamos, aquilo devia ser tão gelado como no pólo norte (eu nunca tinha tido frieiras nas mãos até aquela altura, e fiquei com as mãos com um aspecto lastimoso à conta daquele lugar). Enfim, pensei que não voltaria a passar por semelhante, mas enganei-me, e em 2015, já cansada de ir a intermináveis entrevistas de emprego, e no fim, não ter resposta por parte das empresas, tinha recebido uma chamada a dizer que tinha sido aceite para trabalhar.

Mas vamos por partes, tudo começa quando vejo um anúncio de emprego num site de emprego, o anúncio em si não era muito explicativo (o que já serve para uma pessoa desconfiar) dizia que era para trabalhar num escritório e que representavam a marca x e pouco mais, provavelmente numa situação normal, eu teria desconfiado e nem iria a entrevista, mas já estava á tanto tempo á procura de emprego, que nem liguei ás "red flags" na minha cabeça, liguei para o anúncio e fui chamada para entrevista, o local da dita, era uma sala que parecia sair de revistas de decoração, o entrevistador era bastante simpático, mas praticamente falou um bom tempo e não deixou grande margem para eu fazer perguntas (mais um aspecto a desconfiar), por norma esta malta tem um discurso preparado ao detalhe, para o entrevistado não desconfiar; entretanto fui embora e poucas horas depois ligam-me a dizer que tinha sido aceite ir trabalhar para lá, eu fiquei muito contente, pois pela entrevista, eu acreditava que ia trabalhar para um escritório e fazer algum tipo de trabalho de assistente...mas quando fui no primeiro dia, percebi que as coisas iam ser um pouco diferentes, lembro que fui de sabrinas e com roupa um pouco mais formal, quando vejo que de facto íamos fazer vendas porta-a-porta. Mas calma, que tudo isto tinha uma "cerimónia" inicial...Primeiro, aquela malta reunia-se toda numa sala, depois a "líder" chegava e mostrava num computador portátil um vídeo motivacional qualquer, depois haviam palavras de ordem repetidas por todos (como num estranho culto religioso), a seguir, a líder falava dos feitos do dia anterior dos comerciais que tinham fechado contrato e que iam tocar um sino ridículo, por fim, mostrava um quadro com a perspectiva semanal de contratos (onde caso alcançassem os objectivos existiam prémios para os manter motivados), era uma autêntica lavagem cerebral...No final destas reuniões, íamos de carro para bem longe, praticamente para aldeias perdidas, lá chegados, formava-mos grupos mais pequenos, e cada grupo seguia por caminhos diferentes, bater ás portas das casas das pessoas (essencialmente idosos). Estive nisto 8 dias, não aguentava mais aquilo (era para ficar 15 dias, porque o entrevistador dizia que eram 15 de formação pagos, e depois ía á minha vida), e quando percebi que não ia receber um cêntimo (também não ajudou o facto de, num desses dias ter chegado a casa depois da meia noite por causa do raio de um contrato, que nem acabou por se realizar), inventei uma treta qualquer e nunca mais lá pus os pés. Mas, tudo tem sempre um outro lado, e houveram situações muito engraçadas, uma das vezes um senhor convidou-nos para irmos a casa dele e terminamos o dia a comer pão com chouriço e a beber vinho (eu só comi pão com chouriço porque não gosto de vinho), outro ofereceu-nos refrigerantes...nunca valorizei tanto a água como naquela altura, cada copo de água que nos ofereciam era como se fosse uma bebida rara, pois não levavamos água connosco (e porque também era uma estratégia do líder do grupo para aliciar as pessoas a serem clientes do serviço).Tivemos muita sorte, por nessas incursões ninguém nos ter feito mal, pois oportunidades não faltaram, além disso, os meus pés nunca caminharam tanto na vida, acabava o dia com eles feito num oito, mas por outro lado nunca mais tive a pele tão bronzeada.

Agora mais a sério, o pior de tudo isto, é que há pessoas que estão nestes "empregos" que acreditam que aquilo é o melhor trabalho do mundo, porque lhes fazem uma lavagem ao cérebro de tal forma , que mesmo que a própria pessoa use um automóvel com os espelhos do carro colados com fita cola preta (sim, isto é verdade), vai achar que sempre é melhor do que ter um emprego com um salário fixo, e com um horário de trabalho normal.

Qua | 27.02.19

Um futuro cachecol, ou algo parecido

Elisabete Pereira

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Eu gosto bastante de trabalhos manuais (o que não quer dizer que eu tenha muito jeito), mas acho piada a diversas coisas que podemos ser nós a fazer, e a verdade é que hoje em dia o "Do it youself" (DIY) está na moda. Talvez influenciada por isso, (também por um sonho em que tricotava barretes para bebé) e por ver a minha mãe há poucos meses a tricotar um cachecol, fiquei a pensar : "eu também poderia experimentar fazer algo em tricô"; meses depois comprei uns novelos de lã e agulhas, pesquisei por tutoriais na internet ( o que demonstrou ser mais complicado do que parecia) e por fim comecei por fazer o cachecol, optei pela técnica mais simples para o fazer, porque as outras eram demasiado difíceis para mim. Vou ser honesta, não estou totalmente satisfeita com o que tenho feito, mas não está muito ruim, sei perfeitamente que o "cachecol" tem ali uns defeitos, que ainda não sei bem como vou ocultar, mas até finalizar o dito cujo (ou desisto antes) hei-de arranjar alguma solução, eu sei que posso desfazer e melhorar, mas só o trabalhão que tive até agora (e a preguiça também), é o suficiente para me desanimar. Vamos ver como vai ficar, ou então será mais uma coisa que vou deixar de lado, mas isso só o futuro o dirá.

Sab | 23.02.19

Duas mulheres solteiras a lutar por causa do buquê da noiva, pronto, era só isto

Elisabete Pereira

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Quem não se lembra de ver em filmes de comédia, principalmente onde existem cerimónias de casamento, a típica luta das mulheres solteiras para apanhar o buquê da noiva? Se é engraçado? Claro que sim, ainda mais se pensarmos que aquilo serve apenas para demonstrar um exagero, ou seja, aquilo nunca iria acontecer na vida real, afinal somos mais civilizados do que isso. O pior é quando este tipo de situação passa para a vida real, e acabas por ver um vídeo na internet onde essa realidade é demonstrada, e não é uma coisa leve, é uma luta de verdade, em que duas mulheres acabam no chão aos socos e puxões de cabelo, e tudo por causa de um ramo de flores. É estranho pensar que em pleno século XXI ainda se dar importância a uma crença sem fundamento, e pior, chegar á conclusão de que há mulheres que  têm terror em ficar solteiras, e não, não estou a exagerar, infelizmente este vídeo mostrou que há um longo caminho a percorrer, e isso deixa-me verdadeiramente triste. Lembro de quando foi o casamento do meu irmão, ter sido praticamente empurrada para ir ter com o grupo de mulheres solteiras para apanhar o buquê da noiva, achei aquilo ridículo e parvo, é como se incomodasse aos outros o facto de me estar a borrifar para me casar ou não. Ninguém deveria interferir nas escolhas de vida de ninguém, nem meter na cabeça dos outros, que se não fizeres o que a sociedade impõe, vão-te acontecer uma série de desgraças na tua vida. É como quando vêem aquelas pessoas perguntar "Então, uma rapariga tão bonita e solteira?" ou "Quando é que vocês se casam?" ou "Já casaram há um tempinho, quando começam a ter filhos?" e por aí fora. Felizmente, é muito raro ser convidada para casamentos, mas caso seja, e alguém me disser o seguinte: "A próxima és tu" aproveito, e mal encontre essa pessoa num funeral vou lhe dizer baixinho ao ouvido: "A próxima és tu".

Qua | 20.02.19

O fim do mundo está nos pensos higiénicos para as axilas...ou talvez eu esteja a exagerar um pouco

Elisabete Pereira

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É verdade que o mundo está cheio de surpresas, boas, más, e depois á aquelas surpresas que nos fazem coçar a cabeça pensativos. E foi isso que aconteceu quando passei pela secção dos desodorizantes num supermercado, ali entre várias marcas de desodorizantes, houve uma embalagem que chamou a minha atenção, inicialmente pensei que eram lenços humedecidos para as axilas e lembro de ter pensado que até era uma ideia bem pensada, afinal, quantas vezes, pela pressa ou esquecimento, não colocamos desodorizante nas axilas, e lá pela hora de almoço é um aroma a refogado terrível, assim, era só pegar nos lenços, ir à casa de banho e dar uma passadela na axila e adeus odor. Mas infelizmente, o mundo não me preparou para tal surpresa, e acabei por constatar que não eram lenços, mas sim...pensos higiénicos para as axilas, com um formato muito semelhante ao que são usados para a menstruação, a pergunta na minha cabeça foi : "Porquê?"  Quem foi a pessoa que pensou e chegou á seguinte conclusão, "o que era giro, era haverem uns pensos higienicos, mas para as axilas". Provavelmente foi a pessoa que num dia em que estava sem desodorizante em casa, se lembrou de ir á embalagem de pensos higiénicos, e toca a colocar um penso em cada sovaco (felizmente, não pensou em usar tampões, porque seria ainda mais esquisito). Qual o objectivo disto? Parecem os antigos enchumaços que se usavam nos ombros dos blazers nos anos 80...mas ao contrário. Pode até ser útil para quem tem problemas sérios de sudorese excessiva e que muitas vezes parece que tem um chafariz em cada sovaco, mas mesmo assim, duvido que esta moda pegue, é que aquilo...hum, vamos ser sinceros, é um pouco ridículo de se usar, ok, ninguém precisa de saber que se está a usar, mas imaginem que alguém vai para um encontro romântico e acaba por usar isto, se a pessoa tiver sorte, mais tarde acabará por tirar a roupa e o outro acaba por ver aqueles "pensinhos" e acaba logo com o clima romântico, ficando praticamente ao nível das pessoas que tiram a roupa toda, excepto as peúgas. A intenção é boa, mas eu acho que há quem vá usar isso como desculpa para ser porco e não lavar as axilas, ou então, vão preferir usar os pensos higienicos tradicionais, porque são mais baratos e também por existirem em vários formatos para diferentes fluxos, e estes só existem num tamanho único.

Seg | 18.02.19

Uma história ainda sem titulo (parte 14)

Elisabete Pereira

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Capítulo 14

 

Jane

 

Bato com os dedos na mesa, como se esta fosse um piano, estou demasiado ansiosa, não é da minha natureza ficar á espera das coisas acontecerem, sou uma pessoa de acção. Tenho de manter-me na minha, prometi isso ao chefe, e não irei interferir no plano, mas isso não quer dizer que eu tenha de confiar naqueles dois, o rafeiro ainda não deu noticias, o que por um lado é bom sinal, mas prefiro estar preparada para o pior. Vou para a árvore mais alta observar as estrelas, sempre consigo ficar mais calma. Deve ser de madrugada, pois todos na "villa" já se deitaram, apenas os que estão de sentinela se mantém a pé, sinto-me inquieta, por causa do pesadelo que tive á pouco, quando adormeci sob a mesa. Não era um pesadelo, era o meu passado revivido, a doença e a morte da minha mãe, as agressões por parte do meu pai, como ele me rapava o cabelo e apagava cigarros na minha cabeça, o dia em que o medo levou-me a esconder uma faca debaixo da minha almofada, e quando á noite ele chegou pronto para voltar a agredir-me, espetei a faca directamente no peito dele, e fugi o mais rápido que pude, tinha nove anos, e não olhei para trás...

Uma buzinadela fez-me despertar dos pensamentos,  Higgins e o tal de Mike já devem ter chegado, desço o mais rápido que posso, ambos saltam da carrinha bastante satisfeitos.

- Sim senhor, isso é que é ser discreto! - reclamo - Põe-se a buzinar a esta hora?! Já devem ser umas três da madrugada! Está tudo a dormir.

- Calma Jane. - Higgins sorria para mim - Quando vires o que trouxemos já te passa o azedume.

- A miúda está lá atrás? - pergunto ansiosa - Deixem-me ver se ela está bem...

- Não te estiques Jane. - Higgins pegou no meu braço - Sabes que ela só vai ficar aqui de passagem, o chefe...

- Eu sei perfeitamente o que o chefe quer obrigado. - digo enquanto solto o braço dando-lhe um soco com o meu braço livre - Mas ela não é nenhum animal, não vai ficar presa enquanto o chefe não chegar.

-Não te preocupes, ela ainda está a dormir lá atrás. - Higgins deu de ombros enquanto tirava um cigarro do bolso da camisa e o acendia com um isqueiro - Não deve acordar tão cedo.

Talvez ele tivesse razão em estar tranquilo, mas mesmo assim, sentia que algo não estava bem, dirijo-me até á parte de trás da carrinha, e noto que uma das portas da mala está entreaberta, cautelosamente deito a mão ao meu canivete, e com a outra mão puxo a porta que está entreaberta, e para meu horror, vejo que lá dentro não há nada, apenas algumas cordas. Higgins e o amigo dele aparecem logo atrás de mim, e ficam pálidos quando vêem que a carrinha está vazia.

- Quero ver como se vão explicar ao chefe !- grito furiosa - Vocês nem sequer conseguem seguir um plano em condições! Deixaram a miúda fugir!

- Hum... isto não era bem o que...- Higgins tentou justificar - Pensei que a tivesse deixado inconsciente...pelos vistos não usamos tranquilizante suficiente, ela deve ter acordado durante o caminho...

- A sério?!  És um génio! - digo de forma sarcástica - Vocês têm ideia no sarilho em que ficamos? Além disso esta floresta é perigosa, existem zonas aqui que foram usadas para experiências científicas e animais também, alguns desses animais podem matar a miuda em dois tempos. Eu sabia que isto era um erro, a miuda devia vir de livre vontade, e não raptada.

- Pois...hum, o facto de também não termos verificado se as cordas estavam bem presas não ajudou muito...mas.. isso já não tem nada a ver connosco, eu e o Mike vamos andando...

- O quê? Vocês vão-se embora? Vão fugir? - olho para Higgins incrédula - Nunca pensei que fossem tão cobardes, e eu ainda tenho de "limpar" a vossa porcaria,  quem me ajuda a encontrar a miúda nesta floresta imensa?

- Não é bem uma fuga, é mais uma retirada estratégica. - Higgins entrou no lugar do condutor da carrinha - Não posso arriscar o meu pescoço, desculpa lá, não é nada contra ti, mas estás por tua conta. Boa sorte em encontrares a miuda.

- Idiotas!! - grito enquanto a carrinha desaparece rápidamente do meu campo de visão - Eu sabia que não podia confiar neles. E agora, o que faço?

Depois de ter tirado Ted da cama com dificuldade, e este a resmungar, foi para a sala de computadores localizar a miúda através das câmaras em diversas partes da floresta, contactei o rafeiro para que durante o trajeto da carrinha até á "villa" fosse procurar o rasto por onde ela poderia ter fugido. Ao fim de quase 2 horas conseguimos encontra-la, rapidamente peguei numa das nossas velhas moto4 e segui o trilho até chegar à localização onde se encontrava a miúda, rafeiro veio até ao meu encontro:

- Jane finalmente chegaste! - rafeiro parecia bastante aliviado por me ver - Ela está inconsciente e parece ferida...

- Leva-me até ela. - sigo-o por entre a folhagem de fetos - Depois vejo o que se passa. Há algum animal perigoso nas proximidades?

- Acho que não. - rafeiro abria caminho através de umas plantas espinhosas - Mas penso que ela pode ter sido picada por abelhas.

- Isso não é bom. - digo enquanto chegamos a uma clareira - A sorte é que temos antídoto para isso.

- Ela está ali Jane. - rafeiro aponta para umas árvores mais á frente - O veneno das abelhas deve tê-la feito desmaiar.

Quando cheguei até ela quase tive um susto, pois o seu corpo estava inchado, o que significava que se a tivessemos encontrado mais tarde, ela poderia não ter sobrevivido, com a ajuda de rafeiro e embora com alguma dificuldade, conseguimos levá-la para a moto e depois de estar bem segura, conduzi o mais rápido que podia até á "villa".

Sab | 09.02.19

E se para ser "hater" fosse necessário ter licenciatura?

Elisabete Pereira

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Ah...os hater's, essa espécie tão incompreendida e singular da humanidade, em que o azedume e o ódio fervilha nas suas almas, como o vinho envelhece em cascos de carvalho (mas no final não sabe tão bem como o vinho...digo eu), tão mal amados e incompreendidos pelos outros, há quem os considere um flagelo da sociedade moderna, não sei se alguém terá pensado nisto, mas o hater faz as coisas às vezes de forma tão bem estruturada, que quase parece que a pessoa tem uma licenciatura em "Hateritatura" ou "Haterismo" (não me consigo decidir qual o melhor nome). Alguns hater's, são tão "profissionais" no género, que chegam a fazer inveja o fã mais dedicado, sabem por exemplo, que no dia 21 do tal, no ano de mil e trezentos e troca o passo, o alvo do seu ódio fez isto, isto e mais aquilo, e se alguém contradiz, o hater vai lá, e explora como um perdigueiro até encontrar o alvo da sua busca, depois faz questão de dispor isso para todos verem...o problema, é que no final ninguém lhe dá um biscoito e faz-lhe festas na barriga, vai se a ver, e é por isso que são tão azedos.

Se eu fosse criar uma licenciatura inspirada nos hater's incluiria os seguintes temas te estudo:

- Iniciação ao estudo da pessoa que se quer odiar (esta disciplina existiria ao longo dos três anos do curso, assim o formando poderá investigar á vontade toda a vida da pessoa que irá odiar e poderá dar detalhes da pessoa em questão, mesmo que se tenham passado muitos anos).

- Técnicas que os hater's mais devem usar no contexto das redes sociais (aqui seriam ministrados todo o tipo de "linguagens" usadas por hater's nas redes sociais, principalmente será ensinado, aqueles tipos de comentários em que se nota que o Q.I é igual o inferior a -1).

- Aprendizagem em descontrolo da raiva e ofensa fácil ( o aluno será levado a aprender a ofender-se rapidamente e a responder de forma exagerada, afinal isto será uma das imagens de marca do futuro hater).

- Anulação de todas as formas de humor conhecidas (nesta disciplina o futuro hater, irá esquecer de todo o tipo de humor que conheçam, nomeadamente, a ironia, o sarcasmo...e aqueles antigos sketches dos "malucos do riso" , etc)

- Desenvolvimento da capacidade de não ter vida própria ( o formando irá aprender a abdicar da sua vida para poder ser hater, a coisa será feita aos poucos porque esta é uma disciplina complicada, inicialmente o hater irá abdicar dos amigos e da sua vida social, e no final o formando será capaz de ter todo o seu tempo focando no seu alvo de azedume).

- Aprendizagem em demonstrar a inveja e a infelicidade que se tem ( o formando irá a aprender a colocar nos seus comentários uma inveja mal escondida de forma a poder ser identificado como hater).

- Técnicas de como esticar as horas do dia a dia para se dedicar a ser hater (esta disciplina será leccionada para que o formando aprenda a dobrar as horas do seu dia-a-dia para se dedicar á sua função).

Estas seriam as disciplinas para o primeiro ano, nos anos seguintes...hum, agora que penso nisso, acho que um ano é mais do que o suficiente para se tirar a licenciatura, afinal todos sabem que não se deve melgar muito os hater's, senão eles passam-se.

 

(Agradeço á querida hater de um blogue que eu costumo seguir, e que se deu ao trabalho de vir ao meu blogue para me chamar de burra e dar-me fezes...olhe, com as fezes que me deu, inspirou-me a escrever este texto, um bem haja para si)

Qui | 07.02.19

Rabiscando no tablet 24#

Elisabete Pereira

Depois de ter andado alguns dias doente, estou novamente de volta ao blogue, e nada melhor do que colocar aqui os últimos desenhos que fiz.

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Por hoje é tudo, agora se me dão licença, vou ali beber um chá de limão com mel, para ver se esta gripe vai embora de vez.

Sex | 01.02.19

Os amigos jardineiros e as árvores mágicas

Elisabete Pereira

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Era uma vez, numa terra muito distante, dois jardineiros muito amigos, eles gostavam muito de criar plantas diferentes, e um dia, eles criaram umas árvores nunca vistas, essas árvores em vez de frutos, tinham moedas, todos os dias essas árvores enchiam-se de moedas, mesmo que se retirasse alguma, a árvore voltava a ter moedas, e eles usavam-nas para ajudarem as pessoas que viviam na sua aldeia. Mas um dia, apareceu por lá um bruxo muito mau que queria ter aquelas árvores, mas os jardineiros não aceitaram a proposta, o bruxo não se deu por vencido e perguntou qual era o segredo para terem criado aquelas árvores, os jardineiros recusaram dar-lhe o segredo.

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O bruxo pensou então passar por lá á noite e roubar uma delas, mas os jardineiros descobriram tudo, então o bruxo, por vingança, tranformou-os em estátuas. Sem ninguém para o impedir, ele usou magia para transportar as árvores para o terreno do seu castelo, o bruxo acreditava que iria ficar muito rico, mas no dia seguinte, qual não foi o seu expanto, as árvores não tinham uma única moeda, zangado, o bruxo tentou enfeitiçar as árvores, mas escorregou, e o feitiço virou-se contra ele, tranformando-o num sapo, sem os seus poderes o sapo fugiu para o lago mais próximo. Os feitiços do bruxo desfizeram-se e por isso os jardineiros voltaram ao normal, e as árvores regressaram como por magia ao jardim deles e ganharam logo muitas moedas, que eles usaram para continuar a ajudar os outros. E assim viveram muitos anos, felizes por fazerem aquilo que gostavam, também criaram muitas outras coisas maravilhosas, mas isso fica para uma outra história.