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Rabiscando no tablet 6#

por Elisabete Pereira, em 28.04.18

Mais um post, do rabiscando no tablet, mais umas imagens novas

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Para a próxima há mais!! 

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publicado às 17:06

 

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 Eu sei que este post vem um pouco atrasado, mas, como passei o feriado a trabalhar e para além disso, eu já tinha um post para publicar primeiro, portanto acabei por adiar um pouquinho o tema, mas o 25 de Abril deve ser lembrado sempre, principalmente pelas gerações já que nasceram em liberdade. Liberdade, uma palavra da qual quase nos esquecemos o seu significado, pessoalmente sinto-me grata por este dia, como mulher e como portuguesa, porque a partir daí começou a existir uma enorme abertura para conquistas que já iam surgindo em vários países europeus, mas que neste cantinho custaram a entrar, a ditadura trouxe um atraso e retrocesso social, que ainda se reflectem alguns fragmentos nos dias de hoje.

É verdade que nem tudo foram rosas, os "retornados" foram das principais vitimas do impacto do 25 de Abril, perdendo tudo o que possuiam e obrigados a ir para um país que lhes era desconhecido, pois muitos deles já tinham nascido em África, o proprio P.R.E.C. que deixou o país em polvorosa durante meses e próximo de uma guerra civil.

Mas, apesar de tudo, não há preço para a liberdade de ideologias; eu nasci 15 anos depois do 25 de Abril , já nasci com a democracia, e por isso não faço ideia do que é por exemplo, os meus textos serem censurados pelo célebre "lápis azul", poder ser presa porque sou contra o regime que está contra o governo, ou ter de passar á clandestinidade por causa disso, não ter opção de voto, etc.

O que me assusta nos dias de hoje é ouvir a conhecida frase "o que faz falta é um Salazar em cada esquina" não pelas pessoas mais velhas, mas por pessoas que já nasceram em liberdade, é terrivel ver que começa a haver uma estranha onda de pessoas mais jovens com ideias de extrema direita, e não é só cá em Portugal, é pelo mundo, e sinceramente espero que isto seja apenas uma moda ou mania e que com o tempo essas pessoas ganhem um pouco de juízo, atenção, cada um pensa o que quiser, afinal essa é uma das idéias da democracia, mas se algum desses "pensadores" chegar mais tarde a uma posição de destaque (deputado, ministro ou até presidente) o resultado vai ser bonito de se ver, e depois nós é que pagamos a fatura.

25 de Abril sempre!! A luta continua camaradas!! O povo unido jamais será vencido!

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publicado às 16:53


Uma história ainda sem titulo (parte4)

por Elisabete Pereira, em 25.04.18

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                                Capítulo quatro

                                                        Lucy

 

A minha nova cama é enorme e fofa, mas mesmo assim não consigo adormecer, tenho demasiados pensamentos soltos na cabeça. Ainda ontem dormia na minha velha cama, no meu pequeno quarto, e não tinha uma criada para me ajudar a trocar de roupa, Claire, acho que era esse o seu nome, coitada, acho que ficou com medo de mim, mas eu apanhei um enorme susto quando entrei no quarto e vi alguém aqui dentro, por uma fracção de segundo pensei que fosse uma ladra e peguei no braço dela para a pôr fora dali antes que ela pudesse dar um ai, depois reparei no uniforme dela e percebi tudo, naquele momento só queria que um buraco se abrisse debaixo de mim, ela balbuciou o nome e disse mais qualquer coisa que não entendi, e de repente ficou um silêncio estranho, decidi dispensa-la, embora ela tenha protestado, mas eu insisti e ela foi embora, não a posso censurar caso ela não volte mais, paciência, também á muito tempo que aprendi a vestir-me sozinha.
Não sei que horas são, o meu velho relógio avariou pouco antes de vir para cá, mas mesmo assim gosto de o ter comigo, foi o meu avô quem mo deu, numa altura em que a pouca fortuna que ainda havia se resumia naquele relógio e pouco mais, foi o presente dele para a minha avó quando se casaram, e embora avariado, vale ainda bastante dinheiro, recebi-o quando fiz dez anos das mãos do meu próprio avô, ele fez-me prometer que nunca o venderia por mais dificuldades económicas que tivessemos, ele sabia das minhas actividades "menos legais" embora nunca me tenha condenado por isso e cumpri até hoje essa promessa, balanço o fino fio de ouro do relógio nas minhas mãos, e agito-o como fosse um pêndulo, enquanto penso no que fazer a seguir, ou pelo menos tentar esvaziar a mente.

Deve ser quase meia noite, levanto-me da cama e pego no livro que está na mesa de cabeceira, não consigo dormir, tenho muita coisa na cabeça, decido ir para a varanda do meu quarto, está demasiado calor, não sabia que esta zona do país era tão quente, uma aragem amena brinca com os meus cabelos quando abro as portadas da varanda, está tudo silencioso, o recolher obrigatório já foi á algumas horas, a própria cidade que se vê ao longe não tem uma única luz acesa, só se ouve os grilos, algumas luzes exteriores do palácio iluminam o enorme jardim que fica por baixo da minha varanda e um pequeno lago de peixes que fica no centro do jardim; pego no meu livro já bem gasto da biblioteca de Green Bay, a minha vila, e onde trabalhei vários Verões consecutivos, poenso em Thomas, o meu amigo de infância, este Verão foi de mudança para ambos, eu sou candidata a princesa de Eran e Thomas foi recrutado para a Guerra contra Vemion e Taris, nossos paises inimigos, pouco antes de ele partir, roubou este livro da biblioteca e deu-mo, eu não queria aceitar, mas era uma prenda do meu melhor amigo e além disso eu adoro este livro, acaricio com carinho o sêlo da biblioteca, a minha ligação a casa, retiro o marcador da página onde eu tinha parado e recomeço a leitura.

Estou tão absorta que nem me apercebo de movimento por debaixo da minha varanda, só um minuto depois é que dou conta que algo se move, a figura caminha de forma irregular pelo jardim, parece ser um miudo, mas não dá para ver bem,a figura pára próxima do lago de peixes que fica no centro do jardim, e atira-se para dentro do lago, embora não seja fundo, é o suficiente para alguém daquele tamanho se afogar, logo de seguida surge outra figura maior que corre em encalço da figura que está submersa no lago, esta puxa com dificuldade a figura mais pequena da água, e com dificuldade pousa-a no relvado, ambos estão caidos a recuperar o fôlego,naquele momento umrp raio de luar ilumina a cena e vejo o Príncipe herdeiro apenas com calças de pijama e em tronco nu, sinto o meu rosto a aquecer, quer dizer, até nem é mal parecido de todo,a figura mais pequena afinal é o irmão mais novo do principe, acho que se chama Noah, parece mais pálido do que aparecia na imprensa, parece algo frágil e pequeno para quem tem 12 anos.

A dada altura o mais novo aponta a minha varanda e diz:
-Está alguém a espiar!
Eu solto um gritinho de susto e deixo cair o livro da varanda, escondo-me logo atrás de um jarrão enorme da varanda, penso que não viram quem eu era, mas ainda assim, prefiro não arriscar, decido entrar no meu quarto de gatas para não me verem e fico atrás das cortinas da varanda, vejo que o principe herdeiro vai na direcção de algo que está no relvado, e percebo com terror que é o meu livro que deixei cair, completamente estarrecida vejo ele pegar no livro e observa-lo, depois dá uma espreita para cima na direcção de onde terá caido o livro e por fim vai embora com o meu livro numa mão e na outra segura o braço do irmão em direção ao interior do palácio. Solto o ar, nem tinha me apercebido que suspendera a respiração, e se fosse descoberta? Era expulsa na certa, embora eu não tenha feito nada de mais, mas sinto que vi algo que não devia, algum segredo talvez. Sei que não vou dormir nada esta noite, e nem o livro tenho agora para me entreter.

 

 ****************************************************

 

Á mesa do pequeno almoço ouvem-se murmurios de irritação, afinal, todas esperavam que a familia real aparecesse ao pequeno almoço como estava previsto, mas isso não se verificou, recebemos a noticia logo pela manhã, ainda não tivemos contacto desde que chegamos, com a familia real, a mim não me aborrece muito, mas desconfio que as outras raparigas em breve vão acabar por fazer um motim caso não avistem o principe, no entanto recebemos indicações que as aulas te etiqueta vão começar hoje de manhã, reviro os olhos ao ver o folheto com os horários das aulas , e eu que pensava que ser princesa se limitava a acenar e sorrir para a multidão. Enquanto como os meus cereais, oiço uma ruiva demasiado maquilhada o meu lado a cochichar com outra rapariga ao lado 

-É uma vergonha o que estão a fazer connosco, uma falta de respeito, perdi tanto tempo a me produzir para nada, este penteado durou quase duas horas a ser feito!
A outra rapariga anuiu em sinal de concordância.
Estou quase a terminar o pequeno almoço quando chega Violett a correr, e se senta num lugar vago ao pé de mim, exclamando:
-Terminei, demorei a noite toda, mas o resultado final valeu a pena.

-Estiveste a costurar até agora? - pergunto surpreendida- Para quê? 

-Estava sem sono e decidi adiantar trabalho-respondeu enquanto pegava numa torrada e a barrava com doce de laranja, quando reparou no meu olhar, emendou - Eu nunca durmo muito.

-Tu é que sabes o melhor para ti- digo enquanto me levanto- vou dar uma volta por aí, já que ainda temos tempo para a primeira aula, queres vir comigo?

-Não, estou cheia de fome, vou comer o que conseguir antes da aula.

-Ok, mas vê lá se não tens de ir a rebolar- ela dá uma enorme gargalhada em resposta.

Os corredores estão um pouco desertos, só alguns guardas estão nos seus postos de vigia, é um pouco estranho vê-los, sinto como se estivesse a ser observada, e isto ainda não é nada, quando as câmeras de tv chegarem vai ser mil vezes pior, imaginar que vou estar á vista do reino inteiro, faz o meu estomago se revirar.

Uma criada vem ter comigo e entrega-me um bilhete e vai embora, vejo o que está escrito no papel, não conheço a letra, mas é muito bonita, diz no bilhete para eu ir até á pequena biblioteca que fica do lado direito da escadaria principal, mas quem é que se quer encontrar comigo? Fico apreensiva com aquilo mas rapidamente chego lá, e bato á porta antes de entrar naquele espaço, e fico logo de boca aberta, embora a divisão seja relativamente pequena, está praticamente forrada de livros em prateleiras que dão ao tecto, o pouco espaco que resta das paredes está ocupado por mapas do que parece um  país, mas não reconheço os nomes de cidades lá escritos, há uma parte que me parece familiar, parecem ser do tempo em que Eran ainda não existia, serão dos antigos Estados Unidos da América?

Quando eu era criança a minha mãe contou-me que o nosso reino já tivera outro nome antes, nessa altura ainda não havia sido dividido em três,e que não havia monarquia, houve um tempo em que o nosso país fora muito poderoso mas que o último presidente decidira acabar com todas as alianças que tinha com outros países e assim, isolado e sem apoio, o país foi atacado por inimigos e práticamente acabou na ruina, a guerra civil tomou todo o pais, e assim começara uma era de terror que duraria vários anos, até que através de uma aliança entre os líderes das várias regiões chegaram a um acordo e nomearam um rei, um corajoso capitão e heroi de guerra, Lucius Newfort seria assim o primeiro rei do rebatizado país da Nova União Americana, mas a paz duraria pouco tempo, o povo estava descontente, não havia comida suficiente, e as doenças matavam principalmente os mais pobres, a violência nas ruas vitimava cada vez mais inocentes, então um golpe de estado trouxe um novo rei, Alexander, conhecido como o sanguinário devido á violência em que conduziu o seu reinado, embora assim tenha conseguido silenciar quem se opunha ao seu regime. Aparentemente as coisas correram bem até á terceira geração a seguir a Alexander, o rei Ferdinand casara bastante tarde,e a sua esposa teve dificuldade em dar-lhe um herdeiro, até que ela deu á luz trigémeos, mais tarde o rei viu-se na obrigação de dividir o seu reino em três, porque nenhum dos filhos estava disposto a perder o lugar de herdeiro do trono e por isso....

-Lucy Brown, certo?! - sou interrompida dos meus pensamentos por uma voz que vem próximo de uma pequena janela, e é ai que noto que o principe Peter devia já estar a observar-me á um tempo- Podemos conversar?

-Claro - respondo de imediato, ele faz um gesto para que eu me aproxime e me sente próxima da secretária onde ele está- posso saber qual o motivo?

-Sim, pode - de imediato vejo que ele tem o meu ficheiro na secretária, e tenho um mau pressentimento que se confirma quando ele me estende um livro que reconheço de imediato - este livro é seu?

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publicado às 17:28


Esta coisa de se ser feminista e tal...

por Elisabete Pereira, em 20.04.18

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Para início de conversa, sim, eu sou feminista (não vou ser contra o meu próprio género, não é?), mas calma, não sou apologista de queimar sutiãs e tal (até porque o meu peito agradece por isso), no fundo sou uma feminista mais passiva do que activa (embora as feministas do passado tenham tido a necessidade de lutar mais activamente, até porque a sociedade era mais hóstil para com as mulheres do que nos dias de hoje), acredito na mudança das pequenas coisas, por exemplo poder vestir uma saia á vontade, sem ter de pensar se ela é demasiado curta ou não, para não ter de levar com "cantadas" idiotas ou olhares que me façam sentir nojo de mim própria, ou se uma mulher engravidar, não recear perder o próprio emprego.

Há quem diga que temos "sorte" de vivermos neste cantinho na Europa, porque há países em que as mulheres praticamente não têm parte activa na sociedade, e eu digo, "sorte" ? A sério, em pleno século XXI há quem ainda acredite que isto é uma questão de sorte, imagine-se!

Não! Não é sorte, é mais do que isso, foi muita luta no passado (e no presente também, claro), por parte de mulheres, e homens também, mas essa luta ainda está muito longe de acabar, principalmente quando há quem acredite que isto é uma questão de sorte; o facto de haverem mulheres que neste momento estão a ler este post sem terem de o marido (ou namorado, ou qualquer outra figura masculina) ao lado a verificar se elas podem ler ou não este texto, é uma prova de que não é uma questão de sorte, na altura da ditadura, as mulheres não tinham direito de decisão nas suas vidas, o marido, ou qualquer outra figura tutelar masculina é que decidia praticamente tudo (até os contractos de trabalho eram assinados pelo marido), as mulheres usarem calças? Naquela época era quase impensável, hoje em dia isso é uma opção para nós,  praticamente nem pensamos que as pequenas coisas que fazemos hoje em dia, só o são porque houve quem lutasse por isso.

No meio disto tudo, contudo, noto que por vezes o feminismo resvala perigosamente para o exagero, por exemplo quando se chega ao ponto de falar de pêlos e de menstruação, é verdade, já vi quase batalhas a acontecerem, nas redes sociais sobre estes dois temas, e para mim isto não faz qualquer sentido, é perder tempo precioso com não assuntos. Lembro de ter lido sobre uma polémica acerca de um caso numa rede social,em que uma "artista" tinha visto a sua conta bloqueada por mostrar fotos de uma "instalação artistica" dela, basicamente eram fotos de uma rapariga com as calças manchadas de fluxo menstrual,  e no entanto, a mesma rede social deixa mostrar fotos de pessoas com cabeças rachadas e cheias de sangue e etc, e a polémica instalou-se porque acusaram essa rede social de machismo, preconceito e coisas do género, muitas feministas insurgiram-se contra isto e a conta da tal "artista" foi reactivada, no entanto quando vejo que há feministas que defendem, de que não deveriamos ter vergonha de mostrar o nosso sangue menstrual, que ocultar isso é sermos submissas á sociedade machista, e aí eu penso, não, não é uma questão de vergonha, é uma questão de higiene, eu considero a menstruação no mesmo nível das nossas outras necessidades fisiológicas, e defender que se deve mostrar a menstruação é simplesmente parvo, e alguma falta do que fazer. Quanto aos pêlos, eh pah, cada um faz como bem entender, nem tenho nada a ver com isso, depilar ou não, é uma questão pessoal, e quando vejo certas correntes afirmarem que a depilação tem ligação a tendências pedófilas, aí penso que não quero conhecer pessoalmente estas pessoas, porque as suas cabeças são muito estranhas (e algo perigosas também).

Há países, que nos dias de hoje ainda não permitem que as mulheres estudem, trabalhem, conduzam ou votem, e isto sim, é que deveria chamar mais a atenção, bolas, até no nosso país, existem desigualdades salariais, poucas são as mulheres que chegam em lugares de topo nas empresas (embora estatisticamente as mulheres são a maioria nas universidades e as que têm melhores notas).

Ser feminista deveria ser a luta, pela melhoria das sociedades na igualdade de direitos (e deveres), e não só das mulheres, mas também das minorias, que sofrem de preconceitos em pleno século XXI.

Por fim, aconselho a lerem o livro "Afinal as feministas até gostam de homens" da autora Patrícia Motta Veiga, é um livro bem humorado que desmistifica o conceito de feminismo e os preconceitos existentes (e irreais) sobre as feministas e das pequenas e grandes coisas deste universo.

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publicado às 17:34


Oh pah, porquê?

por Elisabete Pereira, em 19.04.18

Já estava tão fartinha da chuva, que quando vi que esta semana ia estar bom tempo, dei logo dois pulos de alegria, embora soubesse que a partir de sexta ia voltar a chuva, pronto, a alegria não foi tão grande, mas ainda assim eram uns dias em que se iria ver o sol, e não estar afogado em pilhas de roupa, porém, hoje de manhã ouvi na rádio que a chuva pode chegar ainda hoje... porquê? Isto nem dá para matar saudades do sol, nem para habituar ao bom tempo, pelo menos dizem que não vai estar muito frio, vá lá, nem tudo são más noticias, mas da maneira em que as coisas andam, não duvido nada que dêm temperaturas negativas para amanhã , e que acorde com um nevão a soterrar a casa. Os meus bracinhos translúcidos nem tiveram tempo para ganhar uma corzinha que fosse, mas pelo menos deu para tirar uma foto para recordar esta "mini Primavera". 

 

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publicado às 17:42


O livro "Harry Potter e a criança amaldiçoada"

por Elisabete Pereira, em 16.04.18

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"Potteriana" como sou, sempre que há novidades sobre Harry Potter, a minha atenção e curiosidade vira-se logo nessa direção, e quando soube que a adaptação da peça de teatro  "Harry Potter e a criança amaldiçoada" ia ser a adaptada a livro, por um lado fiquei contente mas por outro fiquei um pouco desapontada, pois o livro é praticamente o guião da peça com uma capa de livro, não houve sequer uma adaptaçãozinha que fosse, para que parecesse mesmo um livro.

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Eu sei, eu sei, que aquilo não é bem a continuação dos livros de J.K Rowling, que foi feito para uma peça de teatro, até porque não foi escrito essencialmente por ela, mas sim ,uma colaboração com os outros dois autores do guião (embora se note aqui e ali alguma referência de que ela também estava bem presente na concepção do guião), mas pareceu um pouco preguiçoso, e acho que nós, os fãs merecíamos um pouco mais de consideração. Acabei por ter algum preconceito em relação a esse livro, e por isso demorei quase um ano até o decidir comprar finalmente, e no final acabei por adorar o livro, primeiro porque é algo diferente do que estou habituada a ler, e apesar de ser um guião, lê-se muito bem, a história está muito bem contada, o enredo é espetacular, ou seja, adorei quase tanto o livro como a colecção original. Claro que houve quem achasse o livro algo fraco, e penso que isso poderá ter a ver com as espectativas elevadas que tinham sobre ele, no fundo acreditavam que o livro era praticamente uma continuação oficial da história original, e não o é, mas não deixa de ser um bom livro por causa disso, mas como no meu caso eu tinha algumas reservas, acabei por ficar agradavelmente surpreendida.

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Basicamente o enredo do livro, passa-se 19 anos depois do último livro de Harry Potter, em que as personagens principais estão por volta dos 40 anos, com filhos e com uma vida praticamente tão normal como qualquer feiticeiro da idade deles ( ok, não tão normal assim), os tempos de valentia e aventura ficaram no passado, e agora as personagens principais são os seus filhos adolescentes, nomeadamente um dos filhos de Harry Potter que sente a pressão de viver na sombra do pai, e por isso acaba por se envolver em problemas, volta e meia, o trio original volta á ribalta, mas é essencialmente uma nova geração que toma conta da história e que a leva em frente (adorei ver a Hermione Granger como ministra da magia, girl power!! Mas por outro lado, não gostei muito de ver o Ron tão apagado na história, no entanto, adorei o facto do filho do meio de Harry Potter ser o melhor amigo do filho do Draco Malfoy, é bonito ver que a amizade está para além de antigas rivalidades dos pais).

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Claro que tudo isto não deixa de ser um pouco intencional, afinal uma parte dos fãs que acompanharam a saga de Harry Potter, actualmente estão na faixa dos 30 e tal anos, e no fundo há um crescimento dos personagens que é paralelo com a passagem do tempo dos próprios fãs.

Se me perguntam se vale a pena comprar o livro? Claramente que eu digo sim, até porque existem referências aos livros oficiais ,mas de ângulos e perspectivas diferentes, depois há vários twists na história que nos deixam com vontade de querer ler mais...como naquele caso em que Albus e Scorpius...ups, não posso dizer mais, melhor é mesmo lerem o livro.

Uma das minhas próximas aquisições será o livro "Monstros fantásticos e onde encontrá-los" que também segue esta linha de guião  (neste caso do filme) "adaptado" a livro. Vamos ver se vou gostar também.

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publicado às 16:45


Em busca do livro perdido

por Elisabete Pereira, em 12.04.18

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A intolerância alimentar ao chocolate tem a grande chatice de fazer com que eu seja praticamente obrigada (nem sempre) a abdicar de comer cereais de chocolate ao pequeno almoço, e por isso comer tigelas recheadas de cereais são uma memória do passado, mas o que eu gostava mesmo enquanto criança, era dos brindes que vinham nessas embalagens, muita tralha eu colecionei em criança. Um dos brindes que mais me chamou a atenção foi uma coleção de quatro livros do Chocapic nos idos de 94-95, cada embalagem era um mistério pois não sabia qual livro viria.

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 A saber, os quatro livros eram:

Pico e os Aztecas;

Pico no país dos Samurais;

Pico na América I;

Pico na América II

No entanto, sistemáticamente saia sempre o mesmo livro, que era "Pico e os Aztecas", tive para aí mais de cinco exemplares, acabei por ter "Pico no país dos Samurais" como oferta de alguém que já tinha outro exemplar igual e lembro de ter ficado particularmente feliz a ver que ao fim de tantos exemplares ter encontrado "Pico na América I"... nunca tive o II, a coleção terminou antes que eu lhe conseguisse deitar a mão.

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Agora vem a parte mais triste, um dia perdi o meu exemplar de "Pico na América" e até hoje nunca mais o encontrei, vai para aí vinte anos, (lembro que foi pouco antes de ter mudado de casa, e já me mudei há quase vinte anos), revirei todos os cantos e nada, eu acho que aquilo um dia abriu as asas e voou

Fui fazendo alguma pesquisa na internet, sobre estes livros, e não existe muita informação sobre isto, (soube que os livros foram criados por Philou (textos), Jean-Jacques e Yves Chagnaud (ilustração)), mas descobri outras coisas, soube que a mascote , o Pico, foi criado por Philou, e que este surgiu no ano de 1991 (até aí a embalagem tinha a ilustração de um moinho em que as velas eram os flocos de cereais), em 1998 o cão Pico surgiu na tv com o famoso"tornado de chocolate que foi parar a um campo de cereais "E puff! Fez-se o Chocapic!!"

Bom era a Nestlé voltar a reeditar estes livrinhos de bolso, para toda

pico_america.jpguma nova geração de miúdos... e graúdos também, são livros que se lêem muito bem, (ok, aquilo tem obviamente publicidade para o consumo dos cereais de chocolate) e tirando o facto de aquilo ser um pouco pequenino, é preciso franzir um pouco os olhos para conseguir ler (fica então aqui a nota de que se houver uma nova reedição, aumentem um pouco o tamanho do livro) mas de resto acho que era uma boa ideia que estes livros voltassem, além disso quero terminar a colecção de vez.

 

(imagem á direita em baixo retirada do fórum mistério juvenil, caso não seja permitida a sua divulgação, irei proceder á remoção da mesma. Este é o titulo do malogrado livro que me desapareceu )

 

 

 

 

 

 

 



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publicado às 17:36

Eu já tive necessidade por diversas vezes de precisar de usar serviços de táxi, e a verdade é que até hoje sempre fui muito bem tratada, nunca tive razão de queixa, aliás, por vezes até se desenvolve uma amena cavaqueira, e eu que sou um pouco curiosa, gosto de lhes fazer perguntas sobre o trabalho de taxista (sou um pouco chata), e chego a ouvir histórias tiradas de autênticos filmes, desde a tentativas de assaltos, a fugas de clientes sem pagarem; uma das mais espetaculares foi sem dúvida o relato de um taxista que disse que durante uma viagem de Braga até á Povoa do Varzim teve uma arma apontada a ele por um cliente e este dizendo, "nem uma palavra!" não sei como ele conseguiu ter o sangue frio de conduzir e levar esse cliente até ao destino, porque eu acho que se fosse comigo, no minimo iria entrar em pânico.

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Depois há quem tenha histórias de vida bastante interessantes de serem ouvidas, como o caso de um taxista que foi dono de um restaurante (e do qual ele adorava)e que a dada altura as voltas da vida obrigaram a abdicar desse projecto, a esposa havia sido dagnosticada com cancro, e logo aí ele decidiu arrendar o espaço e ser taxista, trabalhava á noite, e durante o dia estava com a familia, infelizmente o cancro acabou por lhe levar a esposa, mas não lhe levou a vontade de lutar e seguir com a sua vida, durante todo o discurso nunca o ouvi a falar de ressentimento ou amargura, bem pelo contrário, apesar de ter ficado com dois filhos menores a seu cargo na altura em que a esposa morreu, nunca baixou os braços e continuou como taxista, e ainda tem o sonho de voltar ao restaurante, segundo diz, se algum dia voltar a encontar uma companheira e que o apoie, que voltará ao restaurante, que o futuro nunca se sabe, mas por agora é feliz como taxista, porque lhe permite estar mais tempo com os filhos.

Quando vemos os característicos carros verdes e pretos a circular pelas estradas, não fazemos ideia das histórias que estão por detrás de quem os conduz, muitas vezes nem reparamos neles, estamos com o olhar tão amarrado ao telemóvel, que nem sabemos as peripécias, as alegrias e tristezas que eles passaram ao volante de um táxi, mas que são verdadeiros enredos, dignos de qualquer novela, ou livro.

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publicado às 17:37


Rabiscando no tablet 5#

por Elisabete Pereira, em 08.04.18

Devido ao facto de não ter tido muito tempo durante a semana passada (muito trabalho devido á Páscoa), atrasei-me um pouco com os desenhos, mas eles aqui estão...atrasados é certo

 

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 Espero que tenham gostado

 

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publicado às 19:29

O dia de Páscoa é sempre um dia diferente, e para mim até aos nove anos era sempre ao Domingo, em que eu ía a casa do meu avô e dos meus tios receber o compasso, gostava muito de ouvir o barulho da sineta a tocar a anunciar a chegada da cruz engalanada de flores, a reunião familiar, o corre corre de casa em casa, onde as pessoas se esmeravam e punham a melhor toalha que tinham na mesa da sala e onde colocavam varias iguarias á disposição de quem entrasse, lembro também do berreiro que fazia por causa dos foguetes, tinha um medo enorme por causa do barulho destes.

Sei que é uma tradição mais cá para os lados do Norte do país, e que provavelmente isto passará um pouco ao lado para quem não conhece, mas para mim é algo que vale muito a pena.

Quando aos nove anos fui viver noutra terra com a minha familia, percebi que lá a Páscoa era celebrada na Segunda-Feira  (isso tem a ver um pouco por causa da disponibilidade dos Padres, que muitas vezes têm a seu cargo várias freguesias, e torna-se então mais fácil se for cada freguesia num dia diferente, claro que isto era numa altura em que alguns padres tinham a seu cargo duas ou três freguesias, hoje em dia há quem tenha mais freguesias porque há cada vez menos padres) e foi um pouco difícil para mim ambientar-me a essa nova data, principalmente porque na TV não dava programação especial nesse dia, era um dia normal na TV e isso deprimia-me um pouco ,era como se aquele dia não valesse nada, (eu e as minhas grandes inquietações infanto-juvenis), mas com o tempo fui-me ambientando e hoje a segunda-feira é dia de Páscoa para mim, acaba por ser uma questão de hábito.

Hoje em dia as coisas são um pouco diferentes, claro, já não há aquelas grandes reuniões familiares, até porque muitos se foram afastando, outros já faleceram ,mas o essencial ainda se mantém, e para lá do seu significado religioso, este dia é daquelas coisas que me custaria muito caso esta tradição desaparecesse.

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publicado às 17:58

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